• 3 min de lectura
• 3 min de lectura

O Ministério dos Transportes e Comunicações do Peru (MTC), por meio da Autoridade Portuária Nacional (APN), aprovou um novo Plano de Ação diante da ocorrência do Fenômeno El Niño, visando prevenir impactos e garantir a continuidade das operações do Sistema Portuário Nacional (SPN).
A medida busca reduzir os riscos que as chuvas intensas e outros eventos associados ao El Niño possam gerar sobre a infraestrutura, os serviços e as atividades portuárias, considerando que uma eventual interrupção dos acessos terrestres poderia afetar a entrada e saída de mercadorias e, com isso, o fluxo de carga de exportação e importação e a cadeia logística.
"O plano, aprovado por meio da Resolução da Presidência do Conselho de Administração N.° 78-2026-APN-PD, estabelece mecanismos de coordenação entre a APN, os administradores portuários, entidades públicas e demais integrantes da comunidade portuária. A finalidade é contar com informação oportuna e ativar medidas preventivas, de resposta e recuperação frente a possíveis afetos", comunicou o MTC.
"Entre as ações previstas encontra-se a identificação de rotas alternativas para a entrada e saída de carga dos terminais portuários e embarcadouros, em coordenação com as entidades competentes. Da mesma forma, contempla-se avaliar a disponibilidade de serviços de transporte de carga de cabotagem como alternativa diante de eventuais restrições das vias terrestres", acrescentou.
O plano também dispõe a supervisão dos Planos de Continuidade Operacional (PCO) dos terminais portuários e o acompanhamento permanente das condições de infraestrutura, equipamento e acessibilidade. "Esses instrumentos estão orientados a facilitar a recuperação gradual das operações diante de eventos que possam afetar os serviços portuários", precisou o ministério.
"Na fase preventiva, a APN coordenará com os administradores portuários a identificação de possíveis impactos e a disponibilidade de meios para responder a cenários adversos. Também elaborará um cadastro de terminais e embarcadouros que poderiam ser afetados, considerando fatores como sua localização, exposição a rios, acessos terrestres e infraestrutura e equipamento crítico", complementou.
Durante uma eventual emergência ou fase de resposta, a APN supervisionará a continuidade das operações e manterá comunicação permanente com os administradores portuários para contar com informação em tempo real.
Em caso de afetação, serão realizadas inspeções técnicas para avaliar o estado da infraestrutura e do equipamento, bem como recomendações sobre possíveis restrições ou medidas para restabelecer progressivamente as condições operacionais.
"A estratégia contempla, finalmente, uma fase de recuperação, que inclui a avaliação dos danos, a reabilitação de infraestrutura e equipamento, e a recuperação dos acessos terrestres e aquáticos necessários para restabelecer as operações portuárias", concluiu o MTC.

