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![Imagen de portada - Hapag-Lloyd Peru: "We fell 7% [in ebit], but operating profit is healthy"](https://strapi.dataportuaria.com/uploads/large_Hapag_Lloyd_Peru_We_fell_7_in_ebit_but_operating_profit_is_healthy_Portada_9d5d4cc637.jpg)
Diego Galindo, CEO da Hapag-Lloyd Peru, conta como a queda dos fretes afetou os resultados da companhia marítima. Ele também detalha os avanços de sua aliança com a Maersk.
Tem sido um primeiro trimestre difícil para as companhias marítimas. O grupo Hapag-Lloyd perdeu US$ 256 milhões. Esse desempenho também se refletiu nos resultados do Peru?
De fato, o primeiro trimestre fechou com um ebitda de grupo positivo, mas um ebit negativo de US$ 157 milhões. A expectativa para o ano é que poderíamos perder US$ 1,5 bilhão ou ganhar US$ 500 milhões. Embora tenhamos transportado a mesma carga que em 2025, os fretes caíram, em média, 10%.
Então a operação do Peru também registrou perdas?
O Peru e a América Latina tiveram resultados menos negativos. Caímos 7% [no ebit], mas o lucro operacional é saudável.
O porto de Chancay opera há mais de um ano. Qual tem sido o impacto em sua operação?
Não operamos em Chancay devido ao maior custo de chegar até lá. Mas não descartamos fazê-lo no futuro. Vemos que com Chancay, o porto [do Callao] está descongestionando.
Em fevereiro de 2025, lançaram a Cooperação Gêmeos com a Maersk. Beneficia a operação peruana?
A aliança é para o tráfego Leste-Oeste. Todas essas rotas chegam 90% das vezes no prazo. As que não chegam representam 70%. Indiretamente, sim, impacta o Peru, porque fazemos transbordo em Cartagena [Colômbia], um hub Gêmeos. Em uma próxima etapa, se estenderia às rotas Norte-Sul, onde incluiria o Peru.
Que planos a companhia tem no Peru?
Redesenhamos a rota do serviço MSW, que é a que vai direto para o Mediterrâneo. Antes começava em Paita; agora, no Callao. Além disso, terminamos de implementar equipamentos de rastreamento em toda a frota. Em nível mundial, temos um order book de 32 navios para serem entregues entre 2027 e 2029.
Que sinergias a compra da companhia marítima israelense Zim alcançou?
Nos consolida como a quinta companhia marítima a nível mundial, com mais de 400 navios. É muito complementar, porque é forte em nichos como o Oriente Médio. Ainda faltam aprovações regulatórias que podem levar até o final do ano.

