Vários meses se passaram desde que a DP World, a empresa multinacional operadora do Cais Sul do porto de Callao, apresentou formalmente ao Estado peruano sua proposta para estender o prazo de sua concessão de 2036 para 2066.
Esta iniciativa é realizada ao abrigo da recente atualização da Lei do Sistema Portuário Nacional, norma que permite a extensão dos contratos de concessão portuária em troca de compromissos de investimento privado de grande escala que fortaleçam a infraestrutura e a competitividade do comércio exterior no país.
O Plano de Obras e Execução de Investimentos
Em troca de consolidar a operação do Cais Sul por mais 30 anos, a DP World propõe executar um robusto plano diretor de infraestrutura e equipamentos que supera os US$ 1,300 milhões.
Em entrevista exclusiva ao jornal Gestión, Marco Hernández, gerente geral da DP World Callao, detalhou os eixos centrais sobre os quais se projeta transformar o terminal:
- Expansão da Infraestrutura Operacional: Ampliação das linhas de amarração e maior capacidade nos cais para o atendimento simultâneo de navios de mega calado (Post-Panamax e Neo-Panamax).
- Equipamento de Vanguarda: Aquisição e integração de guindastes de cais ( Ship-to-Shore) e guindastes de pátio ( RTG) de última geração com tecnologia 100% elétrica e automatizada.
- Modernização e Logística Digital: Otimização do fluxo de carga e descarga, acelerando o atendimento de caminhões e garantindo rastreabilidade digital em tempo real.
- Compromisso com a Descarbonização: Consolidação de um terminal verde/sustentável alinhado com as metas globais de eletrificação e neutralidade de carbono da empresa.
Impacto Estratégico e Competitividade Regional
A concretização desta adenda é estratégica em um momento decisivo para o mapa logístico do Pacífico Sul:
- Reforço do Hub Portuário de Callao: Permite manter a hegemonia e capacidade operacional diante de novos desenvolvimentos portuários na região.
- Eficiência para o Comércio Exterior: A maior capacidade operacional reduz tempos de espera, otimiza custos de frete para agroexportadores e importadores, e eleva a conectividade direta com a Ásia, América do Norte e Europa.
- Geração de Emprego e Investimento: A execução das megaobras dinamizará o setor de construção, gerando postos de trabalho diretos e indiretos.
«O plano apresentado ao Estado não busca apenas adicionar capacidade física, mas sim consolidar o Cais Sul como um polo logístico altamente tecnológico, eficiente e sustentável para os próximos 40 anos.»
— Marco Hernández, Gerente Geral da DP World Callao



