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Os envios de carne bovina destinados à América do Norte, através da TCP -empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá-, aumentaram 19%, com 35.700 toneladas no primeiro trimestre de 2026, enquanto as exportações de madeira para a América do Norte cresceram 12%, com 110 mil toneladas.
Apenas para os Estados Unidos foram despachadas 31.700 toneladas de carne, o que representou um aumento de 26%. Este desempenho deu continuidade ao ritmo de ascensão do terminal que, em 2025, alcançou um recorde histórico, após embarcar 1.034 milhões de toneladas do produto com uma melhoria de 53% em relação a 2024.
As exportações de madeira mantiveram um protagonismo absoluto nos embarques do terminal para a América do Norte, somando 110 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 12%.
De acordo com a TCP, uma das mudanças mais relevantes neste trimestre foi a modificação no perfil dos destinos das cargas exportadas. O México tornou-se o principal mercado receptor dos despachos do recinto para a América do Norte, com 130,4 mil toneladas movimentadas, à frente dos Estados Unidos, que acolheu 93 mil toneladas.
O avanço mexicano foi impulsionado principalmente pela madeira, que somou 55.000 toneladas exportadas para o país - um crescimento de 33% em relação ao mesmo período de 2025. O papel e a carne de frango também ganharam terreno, com 35.700 toneladas e 26.700 toneladas embarcadas, respectivamente.
Os Estados Unidos, por sua vez, mantiveram-se como a principal origem das importações da TCP na região, enviando 30.600 toneladas para o terminal durante o trimestre. Entre os principais produtos desembarcados estavam o polietileno, utilizado pela indústria de transformação, e o enxofre, que é um insumo para a cadeia de produção de fertilizantes.
Por sua vez, o Canadá registrou um dos crescimentos mais acelerados, apesar de o volume ainda ser baixo em comparação com o comércio com Estados Unidos e México: as exportações praticamente duplicaram, passando de 4.200 para 8.100 toneladas no trimestre. O destaque foi o segmento do papel, cujo volume enviado quintuplicou, atingindo 3.600 toneladas. A madeira, a carne suína e a carne bovina também avançaram nas operações com o país.
"O mercado norte-americano tem uma demanda de consumo muito sólida, especialmente nos segmentos de madeira e proteína animal, que o Brasil abastece com excelência. O que mudou com o novo cenário foi a necessidade de o exportador atuar com maior flexibilidade, redistribuindo volumes e ajustando rapidamente sua estratégia comercial à medida que o panorama internacional muda", afirmou Fabio Mattos, gerente comercial da TCP.
A empresa destacou que, para sustentar este fluxo comercial, a TCP conta com seis serviços marítimos regulares que conectam Paranaguá aos principais portos da costa atlântica dos Estados Unidos e México, além de contar com uma rota que conecta o terminal à costa do Pacífico mexicano.
"O elevado número de serviços marítimos, a infraestrutura de armazenamento e a integração logística fazem a diferença para que a carga possa ser embarcada rapidamente e continue competitiva mesmo com as mudanças no cenário internacional", destacou Mattos.

