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A Empresa Portuária Valparaíso (EPV) avança no desenvolvimento do Sítio Costanera. Como parte das etapas prévias à sua construção, uma comitiva da estatal visitou as instalações do IHCantabria, na Espanha, onde foram realizados os testes físicos que validarão o projeto da futura infraestrutura e seus espaços públicos associados.
O objetivo da visita foi conhecer no local os avanços dos modelos físicos bidimensional (2D) e tridimensional (3D), construídos para reproduzir em escala as futuras instalações portuárias e sua interação com o ambiente marítimo.
Segundo comunicado da EPV, o que foi tratado constitui "uma etapa fundamental para validar as soluções de engenharia antes do início das obras, previsto para 2030, e fortalecer a confiança no futuro desenvolvimento portuário, no contexto do próximo processo de licitação da concessão".
A esse respeito, o presidente do Conselho de Administração da EPV, Gonzalo Le Dantec, destacou que "a ampliação portuária de Valparaíso está avançando com os mais altos padrões internacionais. A validação física que estamos desenvolvendo na Espanha nos permite otimizar o projeto das futuras obras antes de sua construção, incorporando critérios de segurança, resiliência frente às mudanças climáticas e uma adequada integração com os espaços públicos que fazem parte do projeto. Este trabalho nos dá maiores certezas para o desenvolvimento de uma infraestrutura estratégica para Valparaíso, a região e o comércio exterior chileno".
Os testes 3D foram desenvolvidos no Grande Tanque de Engenharia Marítima da Cantábria, enquanto os 2D foram realizados no Canal de Ondas-Corrente-Tsunamis. Em conjunto, ambos os modelos permitiram avaliar o comportamento do cais marginal, as áreas de atracação, as estruturas de proteção costeira e os elementos de integração cidade-porto, como o Passeio Mirador e o Passeio Malecón.
Entre os fenômenos analisados estavam a propagação das ondas, a interação entre as ondas e as estruturas, o transbordo de água sobre as obras e a estabilidade das proteções costeiras, aspectos que permitiram verificar e otimizar o projeto de engenharia em sua fase de detalhe.
Durante a visita, os pesquisadores do IHCantabria apresentaram à delegação da EPV os resultados preliminares desses estudos, que foram revisados e analisados em conjunto pelas equipes técnicas de ambas as instituições. "Esta informação fornecerá uma base sólida para a tomada de decisões nas próximas etapas de definição da obra, antes do início de sua construção", precisou a estatal portuária chilena.
"A realização desses estudos constitui um novo marco para o desenvolvimento do futuro Sítio Costanera, infraestrutura que contempla uma frente de atracação de 430 metros e capacidade para receber navios de até 367 metros de comprimento", complementou.
Em linha com o comunicado, sua materialização permitiria fortalecer a competitividade de Valparaíso, aumentar sua capacidade para atender as novas gerações de navios que participam do comércio internacional e avançar em uma "ampliação portuária concebida sob padrões internacionais de segurança, eficiência operacional e sustentabilidade, entregando ainda instalações mais eficientes, seguras e adaptadas às condições operacionais e extremas da costa de Valparaíso", sublinhou a EPV.
Cabe destacar que o IHCantabria, instituição criada pela Universidade da Cantábria e pelo Governo da Cantábria, que se adjudicou o estudo de modelagem após um processo de licitação pública desenvolvido pela estatal portuária, é um dos principais centros de pesquisa aplicada em engenharia hidráulica, costeira e portuária da Europa.
"Para o projeto de Valparaíso estão sendo utilizados equipamentos de alto nível tecnológico, entre eles o Grande Tanque de Engenharia Marítima e o Canal de Ondas Corrente/Tsunami, especialmente projetados para a avaliação de obras marítimas complexas", precisou a EPV.

