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O projeto logístico intermodal KBT —uma aliança entre Klabin, Brado Logística e TCP— completa cinco anos de operação. Localizada junto à Unidade Ortigueira da Klabin, no Paraná, a terminal tornou-se um elo importante da estratégia logística da Klabin, contribuindo para uma maior eficiência no transporte da produção destinada à exportação.
Criado em 2021, o KBT é operado pela TCP, empresa que também se encarrega do Terminal de Contêineres de Paranaguá, e está conectado diretamente com Paranaguá por meio da ferrovia operada pela Brado Logística. O KBT consolidou uma solução logística integrada para a Klabin. Com este modelo, os contêineres que são carregados em Ortigueira e Monte Alegre se dirigem ao terminal e, a partir daí, são transportados por ferrovia até Paranaguá, o que aumenta a eficiência da operação.
A evolução dos volumes movimentados demonstra o crescimento da operação. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o KBT movimentou 89,7 mil TEU (unidade de medida padrão equivalente a um contêiner de 20 pés) e recebeu 280 chegadas de trens. Ao comparar o primeiro ano calendário completo do KBT com 2025, as exportações de papel e celulose cresceram 51%, passando de 347 mil toneladas em 2022 para 523,3 mil toneladas no ano passado.
Desde sua concepção, o KBT foi projetado como uma operação sob medida, que integra diferentes etapas da logística da Klabin entre a região central e o litoral do Paraná. O modelo é possível graças à conexão ferroviária entre Ortigueira e Paranaguá e a uma característica única da TCP na Região Sul: o ramal ferroviário tem acesso direto à zona alfandegada do Terminal Portuário, conectando o transporte por trilhos com a operação portuária.
"Cinco anos depois, a evolução dos volumes demonstra a eficiência deste modelo. A ferrovia permite concentrar grandes volumes de carga em um único trem, com maior previsibilidade no tempo de trânsito, segurança e competitividade de custos, além de reduzir etapas logísticas e gerar importantes benefícios ambientais para uma cadeia de exportação estratégica para o Paraná", afirma Fabio Mattos, gerente comercial da TCP.
"O KBT consolidou um modelo logístico integrado que conecta a produção da Klabin com as operações portuárias de maneira mais eficiente, fortalecendo nossa competitividade no mercado internacional. Este marco reforça como a inovação e a colaboração podem gerar valor para toda a cadeia", afirma Cláudio Himmelreich, gerente de operações da Klabin.
A ferrovia combina eficiência logística e redução de emissões
A presença da operação ferroviária dentro da planta industrial da Klabin coloca a Brado em um nível diferente de integração com o cliente. A proximidade com a produção permite planejar a logística em sintonia com o fluxo da fábrica, desde a saída do produto até seu envio ao terminal portuário. Esta característica também distingue o Paraná dentro das operações da Brado, já que é o único estado em que a empresa mantém este tipo de configuração operacional.
"Este tipo de operação nos desafia a ver a logística a partir de uma perspectiva mais ampla. Não basta garantir a disponibilidade do trem; é necessário trabalhar com planejamento, sincronização e capacidade de resposta para que a ferrovia acompanhe uma cadeia produtiva que não pode parar. Esta proximidade também nos permite conhecer melhor o negócio do cliente e desenvolver a solução junto com ele", afirma Graciele Santos, executiva comercial da carteira de proteínas animais da Brado Logística.
A ferrovia também é um dos principais pilares ambientais do KBT. Ao concentrar grandes volumes em um único trem, este meio de transporte reduz a quantidade de veículos necessários para o transporte da produção e, consequentemente, a pressão sobre as rodovias e as emissões associadas ao transporte de carga. "Além disso, este meio de transporte já conta por si mesmo com esta característica sustentável, já que emite 85% menos dióxido de carbono em comparação com o transporte rodoviário que utiliza diesel. Somente em 2025, a operação junto à Klabin evitou a emissão de 24,1 toneladas de CO₂, quantidade que equivale às emissões anuais de 5.220 carros", destaca Graciele.
Os benefícios ambientais continuam quando os contêineres chegam a Paranaguá. Para atender à operação ferroviária, a área da TCP passou a contar com três guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry), eletrificados mediante a instalação de barras coletoras. A mudança reduziu em aproximadamente 771 toneladas ao ano as emissões de carbono associadas à operação dos três equipamentos.
Uma operação sob medida ganha capacidade para uma nova etapa
Em seu quinto ano de operação, a infraestrutura ferroviária de Paranaguá também aumentou sua capacidade. Como resultado dos investimentos realizados pela TCP e Brado Logística, a expansão aumenta a capacidade operacional do corredor ferroviário e cria as condições necessárias para acompanhar o crescimento futuro da movimentação de carga.
A recente ampliação da infraestrutura ferroviária em Paranaguá aumentou em aproximadamente 20% a capacidade operacional do corredor logístico, preparando a operação para absorver o crescimento futuro da movimentação de carga com maior eficiência e fluidez.
"Para uma operação integrada como a do KBT, aumentar a capacidade ferroviária significa movimentar maiores volumes com menos etapas dentro do terminal. A nova estrutura aumenta nossa eficiência e prepara o corredor para continuar atendendo ao crescimento das operações ferroviárias nos próximos anos", explica Washington Renan Bohnn, gerente de operações logísticas da TCP.
Aos cinco anos, o KBT inicia uma nova etapa respaldada por uma infraestrutura ampliada e preparada para atender ao crescimento das exportações da Klabin. Esta evolução reforça o papel da integração logística para a competitividade da cadeia de papel e celulose do Paraná.