Oficina realizada em Brasília reuniu cerca de 80 participantes para compartilhar experiências e discutir desafios para a adoção de Soluções baseadas na Natureza

Publicado em05/11/2026 11h13

IMG_20261022_170950editada.png

DSC04078 editada.png

DSC04240editada.png

DSC04301editada.png

DSC04289editada.png

Brasília, 05/11/2026 – A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), o Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizaram, nos dias 21 e 22 de outubro, em Brasília, a oficina “Soluções baseadas na Natureza para adaptação climática no setor portuário”.

A iniciativa contou com a colaboração da Cooperação Alemã (GIZ), por meio do Projeto ProAdapta, da Fundação Grupo Boticário e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

O encontro reuniu cerca de 80 participantes, entre representantes do setor portuário, órgãos públicos, instituições de pesquisa e organismos internacionais, para discutir como a conservação e a recuperação de ecossistemas naturais, como manguezais, restingas e dunas, podem contribuir para a adaptação dos portos aos impactos das mudanças climáticas.

Na abertura, a superintendente de ESG e Inovação da ANTAQ, Cristina Castro, destacou a necessidade de criar condições para ampliar a adoção das Soluções baseadas na Natureza no setor portuário.

“Para tratar o capital natural como ativo estratégico é preciso regulação pública que dê segurança jurídica e investimento privado que dê escala às soluções baseadas na natureza”, ressaltou.

Experiências e desafios

Entre as experiências apresentadas estiveram o projeto Living Seawalls, que utiliza estruturas para favorecer a biodiversidade marinha; as ações de conservação e recuperação de restingas na Reserva Caruara, vinculada ao Porto do Açu (RJ); e estudos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) sobre sedimentos e alternativas para reduzir alagamentos.

Os participantes também discutiram desafios para ampliar a adoção dessas soluções, como financiamento, custos de implementação, necessidade de conhecimento técnico e questões relacionadas ao licenciamento e à regulação.

No segundo dia, grupos de trabalho compartilharam experiências, identificaram dificuldades e discutiram recomendações para facilitar a aplicação das Soluções baseadas na Natureza nos portos brasileiros.

Próximos passos

As contribuições reunidas durante a oficina estão sendo consolidadas e deverão subsidiar a elaboração de um relatório técnico e de um guia de boas práticas para apoiar a adoção dessas soluções no setor portuário brasileiro. A expectativa é apresentar o guia em abril de 2027, durante a Semana da Década do Oceano, no Rio de Janeiro.

Também está prevista a criação de um espaço dedicado ao tema no portal da Rede para Desenvolvimento Urbano Sustentável (REDUS), para disponibilizar referências, experiências e materiais de apoio.

A oficina integra o projeto PJ02 – “Aplicação de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) no setor aquaviário”, da Agenda Ambiental e de Segurança Aquaviária da ANTAQ 2025–2026. As contribuições também deverão subsidiar a implementação da Ação A1.M19 do Plano Clima Adaptação do Setor de Transportes, voltada à redução dos riscos climáticos e à adaptação da infraestrutura portuária.