
Com os rios como principais vias de transporte de pessoas e mercadorias, muitas cidades da Amazônia contam com as Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte, as chamadas IP4, como principal via de deslocamento entre comunidades e municípios e meio de acesso a serviços essenciais. Previstas na Lei nº 12.815/2013, essas estruturas contribuem para o abastecimento local e o escoamento da produção regional.
Atualmente, existem mais de 80 IP4s na Amazônia, distribuídas pelos estados do Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima. Adaptadas às características da navegação em cada região, essas estruturas contam com infraestrutura como flutuantes, passarelas de acesso e áreas de atracação, além de atenderem a normas de segurança, acessibilidade e proteção ambiental.
As IP4 são utilizadas diariamente por moradores que se deslocam para escolas, unidades de saúde, mercados e outros serviços essenciais. As estruturas também recebem embarcações que transportam estudantes, professores, profissionais de saúde, pacientes, medicamentos e outros suprimentos entre comunidades e sedes municipais.
Elas são utilizadas ainda para o embarque e desembarque de cargas transportadas por produtores rurais, pescadores, comerciantes e outros usuários das hidrovias. Entre os produtos movimentados estão pescados, farinha, açaí, artesanato e outros itens da produção regional destinados ao consumo local ou ao envio para outras localidades.
Ao facilitar a circulação de pessoas e mercadorias, as instalações portuárias contribuem para aproximar comunidades, apoiar as atividades econômicas locais e ampliar o acesso da população a serviços essenciais.

