
Alicante inicia ciclo de 16 palestras pelos 125 anos da Junta de Obras
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A Autoridade Portuária de Alicante deu início ao ciclo de conferências organizado por ocasião do 125º aniversário da constituição da Junta de Obras do Porto. A historiadora Guillermina Subirá Jordana, autora de uma das obras de referência sobre a evolução histórica do porto, foi a encarregada de abrir o programa, que conta com 16 conferências e se estenderá até o próximo dia 3 de março, percorrendo a história do porto e seu vínculo econômico, social e cultural com a cidade.
Uma homenagem à Junta de Obras
O presidente da Autoridade Portuária, Luis Rodríguez, destacou que a comemoração busca divulgar a importância histórica, econômica e social do porto e seu vínculo com a evolução da província, e reivindicou a instituição atual como herdeira direta da Junta de Obras, que durante 91 anos impulsionou a modernização das infraestruturas portuárias. Também assinalou que o aniversário é uma oportunidade para homenagear as gerações de trabalhadores que contribuíram para construir o porto. O presidente esclareceu ainda que a data comemora a constituição da Junta de Obras em 1901, e não o nascimento do porto, cuja história, afirmou, tem mais de 2.000 anos.
A obra de Guillermina Subirá
Durante a apresentação da historiadora, o presidente valorizou sua pesquisa, desenvolvida na década de oitenta, como um dos primeiros trabalhos rigorosos e sistemáticos sobre a evolução do Porto de Alicante. Destacou em particular seu livro Evolución histórica del Puerto de Alicante, publicado em 1987, que qualificou como a obra de referência para conhecer a história portuária de Alicante. O trabalho baseou-se em sua tese de graduação, orientada pelo professor Antonio Gil Olcina e apresentada em 1985 na Universidade de Alicante, onde obteve a nota máxima.
Mais de dois séculos de história
Em sua conferência, Subirá revisou os antecedentes da Junta de Obras remontando a 1801 para explicar as diferentes juntas e iniciativas que precederam sua constituição oficial em 1901, e relembrou como Sergio Campos, então presidente da instituição portuária, lhe abriu o acesso ao arquivo histórico, onde precisou participar da limpeza e do condicionamento dos acervos antes de poder estudá-los. A partir dessa pesquisa, a historiadora reconstruiu boa parte da evolução do porto e mostrou como sua fisionomia atual é resultado de mais de dois séculos de projetos, obras e decisões, algumas executadas e outras que nunca se concretizaram.
Próximas conferências
Após essa primeira aproximação histórica, o ciclo continuará até o dia 3 de março com conferências dedicadas a diferentes aspectos da relação entre o porto e a cidade, entre eles a arte, a literatura, as infraestruturas, o esporte e figuras que deixaram sua marca na comunidade portuária.



