
ANTAQ inspeciona travessias no Amazonas afetadas pela seca
Cubierto por 3 fuentesPublicado
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) do Brasil intensificou o acompanhamento das condições de navegação no rio Amazonas devido aos efeitos da seca. Na terça-feira, 20 de outubro, equipes da agência realizaram visitas técnicas coordenadas às travessias de Igapó-Açu e Manaus–Careiro da Várzea, com a participação do diretor-geral da ANTAQ, Frederico Dias, para verificar o estado dos serviços e os riscos para a continuidade das operações na região.
Problemas detectados
Na travessia Manaus–Careiro da Várzea, localizada no corredor da BR-319, foi identificada a formação de um banco de areia no canal de navegação que altera a passagem das embarcações e pode exigir trabalhos de dragagem. Também foi avaliado o estado das rampas de embarque e desembarque, que podem precisar de adequações devido ao recuo das águas. Durante a visita, observou-se ainda a operação do Consórcio Rio Negro SPE, selecionado por meio do Edital de Chamada Pública N° 01/2026 da ANTAQ para o transporte de veículos e passageiros nessa travessia.
Diálogo com o DNIT e os operadores
As inspeções incluíram o diálogo com operadores e com representantes dos órgãos responsáveis pela infraestrutura fluvial, entre eles o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com o objetivo de identificar dificuldades e discutir medidas para reduzir o impacto da seca sobre o transporte de passageiros, veículos e mercadorias. Frederico Dias destacou que a agência busca antecipar-se a situações que possam comprometer a prestação dos serviços e que mantém diálogo com o DNIT e os operadores para construir soluções que ajudem a reduzir os impactos para a população.
Perspectivas de normalização
Dias depois, Dias indicou que as condições de navegação no norte do Brasil devem começar a se normalizar no final de novembro, à medida que a queda do nível dos rios desacelera. Segundo suas projeções, em um cenário médio a recuperação começaria na quarta semana de novembro, depois que a queda diária do nível do rio Negro passasse de 13 para 7 centímetros. Dias também mencionou que a dragagem realizada pelo DNIT entre Manaus e Itacoatiara aumentou em 1,2 metro a profundidade no ponto crítico, o que ajudou a reduzir o impacto da vazante sobre a navegação.



