
APM Terminals Suape incorpora o serviço UCLA da Maersk e da MSC à sua rede
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APM Terminals Suape, em Pernambuco, ampliará sua conectividade internacional ao incorporar-se à rota marítima do serviço UCLA, operado pelas armadoras Maersk e MSC. O terminal se tornará o primeiro porto do Nordeste brasileiro a receber essa escala, que terá frequência semanal e cuja primeira chegada está prevista para domingo, 1º de novembro, com o navio MSC Yamuna VI.
Conexões e tempos de trânsito
A rota liga Suape a portos estratégicos do México, como Veracruz e Altamira, a Houston, nos Estados Unidos, a Cartagena, na Colômbia, e a terminais do sul e sudeste do Brasil, como Santos, Itapoá, Paranaguá e Itajaí. Segundo dados divulgados pela APM Terminals, os tempos estimados de trânsito são de 26 dias até Veracruz, 24 dias até Altamira, 21 dias até Houston e 11 dias até Cartagena.
Um terminal recente e eletrificado
A inclusão de Suape no serviço ocorre poucos meses depois de a APM Terminals iniciar operações no complexo portuário pernambucano. O terminal, inaugurado em 2026 sobre uma área do antigo Estaleiro Atlântico Sul, recebeu investimentos superiores a R$2.000 milhões e é apresentado pela companhia como o primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina. Segundo a Transporte Moderno, a instalação tem capacidade inicial de 400 mil TEUs anuais e iniciou suas operações comerciais em setembro com a chegada do navio Maersk Ganges, dentro do serviço de cabotagem ALCT2.
Vozes oficiais
Carolina Brown, diretora comercial da APM Terminals Pecém e Suape, destacou que a inclusão de Suape na rota representa uma melhoria na eficiência logística para Pernambuco e todo o Nordeste, ao criar alternativas diretas com grandes centros de consumo e produção do continente. Daniel Rose, diretor superintendente da APM Terminals Pecém e Suape, acrescentou que a nova rota busca consolidar Suape como um hub regional com conexões cada vez mais amplas. A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, destacou que o porto registrou um crescimento de 21,6% nos últimos meses e que espera encerrar 2026 com resultados recordes, enquanto o presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, relacionou a chegada do novo serviço às obras de dragagem e à modernização da infraestrutura portuária.
Disputa com o Tecon Suape
A nova rota se soma a uma crescente tensão comercial entre a APM Terminals e a filipina ICTSI, operadora do Tecon Suape desde 2001. Segundo a Transporte Moderno, a disputa se intensificou depois que a Maersk decidiu transferir suas operações para o terminal do próprio grupo, e depois que a ICTSI foi notificada sobre a intenção da MSC de também deixar o Tecon Suape. O CEO do Tecon Suape, Thomas Lima, havia indicado que o terminal movimentou cerca de 720 mil TEUs em 2025 e que poderia cair para cerca de 450 mil TEUs anuais com a saída das cargas da Maersk, abaixo do ponto de equilíbrio operacional estimado em 550 mil TEUs. A ICTSI levou o caso ao Cade, à Antaq e ao TCU para questionar os efeitos da integração vertical entre armadoras e operadores portuários sobre a distribuição de cargas no complexo.
Cargas esperadas
Entre as principais cargas que se espera movimentar por meio do novo serviço estão produtos classificados nos códigos NCM 39 e 40, vinculados principalmente à indústria automotiva, e o NCM 29, correspondente a produtos químicos orgânicos. A Transporte Moderno acrescentou que também se prevê a movimentação de plásticos, borracha e derivados utilizados por diferentes segmentos industriais que dependem do abastecimento internacional de matérias-primas e componentes.



