
Brasil: Transportes e BNDES assinam acordo para concessão de 3.137 km de rodovias
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O Ministério dos Transportes do Brasil e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) assinaram, na quarta-feira, 14 de outubro, no Rio de Janeiro, um contrato para que o banco fique responsável por estruturar os projetos de concessão de cinco trechos de rodovias federais que, em conjunto, totalizam 3.137 quilômetros, distribuídos em nove estados das regiões Norte e Nordeste do país.
Os trechos incluídos
O pacote abrange a BR-153, de 775 km, entre Pará e Tocantins; a BR-010, de 678 km, entre Maranhão e Pará; a BR-226, de 717 km, que atravessa Piauí, Maranhão e Tocantins; a BR-116, de 473 km, no Ceará, na Paraíba e em Pernambuco; e a BR-104, de 494 km, na Paraíba, em Pernambuco e em Alagoas. Os estados envolvidos, no total, são Tocantins, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
O papel do agronegócio
O ministro dos Transportes, George Santoro, destacou que a região corresponde ao Matopiba, uma nova fronteira agrícola e industrial do Brasil, e explicou que o objetivo do acordo é estudar quais projetos têm viabilidade econômica para se tornarem uma concessão, esclarecendo que estudá-los não implica necessariamente que serão concretizados. Segundo ele, a estimativa é concluir a estruturação dos projetos até o final de 2030.
Próximo passo: ferrovias
Santoro adiantou que, em cerca de 15 dias, seria assinado com o BNDES um contrato semelhante, mas voltado para ferrovias, que incluiria a continuação da Norte-Sul até o Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, além do projeto do corredor ferroviário de Santa Catarina, que conectaria esse estado à malha sul do país.
Outros aspectos do plano
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, indicou que o banco e o Ministério dos Transportes vêm trabalhando desde 2025 na avaliação da malha federal para identificar trechos relevantes para a integração viária, com foco no transporte de grãos até centros de consumo, terminais ferroviários e portos. Segundo Santoro, a estruturação também deverá contemplar medidas para reduzir o custo dos pedágios, ampliar a conectividade por meio de internet 5G ao longo dos corredores e prever investimentos vinculados à transição energética e à resiliência da infraestrutura.



