
C.H. Robinson comprará a RXO por US$ 5,8 bilhões nos EUA
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C.H. Robinson Worldwide, a maior provedora de logística terceirizada (3PL) dos Estados Unidos em receita, fechou acordo para adquirir a RXO, considerada a terceira maior 3PL do país, em uma operação anunciada na segunda-feira, 4 de outubro de 2026, por um valor implícito de US$ 5,8 bilhões em dinheiro e ações. O acordo une duas redes complementares e busca diversificar e fortalecer a plataforma multimodal da C.H. Robinson nos Estados Unidos, ampliando seu alcance nos mercados de carga completa (truckload) e carga fracionada (LTL).
Termos do acordo
De acordo com os termos pactuados, os acionistas da RXO receberão US$ 17,25 por ação em dinheiro, mais 0,0856 ação da C.H. Robinson para cada ação da RXO, o que, considerando o preço de fechamento da C.H. Robinson na sexta-feira anterior (US$ 157,72), avalia cada ação da RXO em US$ 30,25. Com essa operação, a empresa resultante terá um valor empresarial superior a US$ 25 bilhões.
Capacidades combinadas e sinergias
A fusão reunirá o corretagem de caminhões (truck brokerage) e o transporte gerenciado de ambas as empresas, junto com a expedição global da C.H. Robinson e os pontos fortes da RXO em envios urgentes e entregas de última milha. Um elemento central do acordo é a aplicação do modelo operacional Lean AI da C.H. Robinson ao negócio da RXO, com o qual a empresa espera obter cerca de US$ 300 milhões em sinergias líquidas de custos recorrentes dentro de dois anos após o fechamento. O CEO da C.H. Robinson, Dave Bozeman, classificou a aquisição como um passo natural na transformação da empresa e destacou que ela permitirá ampliar capacidades para apoiar clientes de todos os portes.
Reação do mercado
O anúncio gerou movimentos acentuados no mercado de ações: os papéis da RXO subiram com força na segunda-feira, enquanto os da C.H. Robinson caíram. Analistas de bancos como UBS e Bank of America Merrill Lynch se mostraram, em geral, favoráveis ao acordo e destacaram o potencial de economia de custos, embora o Bank of America tenha reduzido seu preço-alvo para a ação devido à diluição esperada. Já a agência S&P Global Ratings alterou para negativa a perspectiva da classificação de dívida da C.H. Robinson em razão do aumento da alavancagem, enquanto a Moody's manteve sua perspectiva inalterada; a empresa também anunciou que suspenderá as recompras de ações até atingir sua meta de alavancagem.
Uma onda de consolidação
Veículos especializados apontaram que a operação, classificada como o maior acordo logístico já realizado nos Estados Unidos, é o sinal mais claro de que a atividade de fusões e aquisições no setor está se acelerando, com mais operações provavelmente a caminho. Analistas também alertaram que a combinação eleva a régua para a conversão de carga rodoviária para ferroviária, em um momento em que a C.H. Robinson reforça seu foco no negócio de corretagem de caminhões.



