
Cabotagem no Brasil cresce 3% no terceiro trimestre de 2026, impulsionada por cargas feeder
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A navegação de cabotagem no Brasil registrou um crescimento de 3% no terceiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC). O avanço foi impulsionado principalmente pelo transporte de cargas feeder, ou seja, aquelas provenientes ou destinadas ao comércio exterior e movimentadas entre portos brasileiros, que cresceu 8,2% e alcançou 245.467 TEU.
Retração doméstica e alta do Mercosul
Em contraste, o transporte de cargas domésticas teve uma leve retração de 1,9%, totalizando 235.105 TEU. Já o fluxo de cargas do Mercosul cresceu 14%, alcançando 41.762 TEU, embora ainda represente uma escala menor dentro do total movimentado.
Resultado consolidado das EBNs
Considerando o conjunto das operações das Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs), o volume transportado chegou a 522.334 TEU no terceiro trimestre, o que representa uma alta total de 3,8% em relação ao mesmo período de 2025.
Declarações da ABAC
Para o diretor executivo da ABAC, Luis Resano, o desempenho das cargas feeder reforça o papel estratégico da cabotagem na logística nacional, já que a conexão entre os portos brasileiros e as principais rotas internacionais amplia o alcance do comércio exterior e contribui para uma operação logística mais competitiva.
Projeção para o ano
A associação projeta encerrar 2026 novamente com um crescimento em torno de 10%, de acordo com os dados divulgados pela ABAC.



