
Caminhoneiros de San Antonio bloqueiam depósitos por tarifas e alta dos combustíveis
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- San Antonio under pressure: truckers block depots and halt the movement of 800 containers
- Camioneros bloquean accesos a depósitos extraportuarios de San Antonio
- CNDC expresa apoyo a camioneros movilizados en San Antonio
Caminhoneiros autônomos de San Antonio, agrupados na Agrupación de Camioneros Independientes de San Antonio (Agreporsai), iniciaram na noite de quarta-feira, 28 de outubro, uma paralisação por tempo indeterminado que mantém bloqueados os acessos aos depósitos extraportuários do município. A medida impede a entrada e a saída de caminhões utilizados para transportar contêineres entre os terminais portuários e as áreas de armazenagem, e é uma resposta à alta dos combustíveis, à falta de reajuste nas tarifas de transporte e à rejeição às novas cobranças de TAG previstas na ampliação da Rota 78.
Depósitos afetados e caminhões parados
O bloqueio afeta depósitos extraportuários como Sitrans, Agunsa, D&C, Contopsa, SIS, Merlo, Medlog e SIX, segundo detalham as diferentes fontes. Mais de 40 caminhoneiros participam diretamente da mobilização, enquanto cerca de 200 caminhões permanecem parados. Segundo Manuel Araya, dirigente da Agreporsai, a paralisação deixa sem transportar cerca de 600 contêineres pendentes de descarga vindos do porto e outros 200 correspondentes a um embarque, número que um veículo de imprensa contabilizou no total como 800 contêineres, especificando que 600 deveriam ir do porto até a Contopsa e 200 da SIS até a DP World.
Reivindicação por tarifas e diálogo com o Governo
O sindicato exige uma revisão das tarifas de transporte, que consideram estagnadas desde 2021-2022 e que não refletem o aumento de custos como combustíveis, peças de reposição e manutenção. Também pedem transparência na estrutura de tarifas dos geradores de carga e que estes repassem os custos aos armadores e às empresas responsáveis pelas cargas. Araya afirmou que já se reuniram com o subsecretário de Economia, Karl Franz Köhler, mas que agora exigem que um representante do Governo viaje até San Antonio para negociar no local, descartando novas rodadas de diálogo em Santiago.
Apoio da CNDC
A Confederación Nacional de Dueños de Camiones de Chile (CNDC) manifestou seu apoio à mobilização, ainda que sem aderir à paralisação. A organização afirmou que as tarifas denunciadas pela Agreporsai permanecem estagnadas, em alguns casos, há anos, e não refletem a alta dos custos dos fretes, agravada após o aumento dos combustíveis em março, e pediu ao Governo e às empresas que negociem novas condições de trabalho com os transportadores.
Operação portuária
Apesar do bloqueio aos depósitos, os terminais concedidos do Porto de San Antonio operavam normalmente no momento das informações, ainda que monitorando a evolução da medida. No recinto estavam atracados os navios porta-contêineres Chastine Maersk e Polar Colombia no San Antonio Terminal Internacional (STI) e o CMA CGM Carl Antoine na DP World, com um planejamento de 7.800 movimentações de contêineres entre os três navios, das quais 3.850 correspondem à exportação e 3.950 à importação.



