
CFI e quatro governadores abriram a segunda Cúpula Federal de Logística
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O secretário-geral do Conselho Federal de Investimentos (CFI), Ignacio Lamothe, encabeçou junto aos governadores de Buenos Aires, Axel Kicillof; de Córdoba, Martín Llaryora; de Entre Ríos, Rogelio Frigerio; e de Santiago del Estero, Elías Suárez, a abertura oficial da segunda edição da Cúpula Federal de Logística, realizada no Centro de Convenções da Cidade de Buenos Aires sob o lema "Rumo a uma logística competitiva para o desenvolvimento federal". O encontro busca consolidar uma agenda logística integrada que potencialize o desenvolvimento produtivo do país, no âmbito da Estratégia Federal de Logística que o CFI e as províncias impulsionam há cinco anos.
Cinco anos de estratégia
Essa Estratégia Federal de Logística nasceu em 2021 a pedido do Norte Grande e depois se estendeu ao restante do país, gerando uma carteira de mais de 1.100 projetos entre aeroportos, passagens de fronteira, ferrovias e portos, apresentada na primeira edição da Cúpula em agosto de 2024. Para o setor portuário, a iniciativa inclui o Plano de Competitividade Portuária, elaborado junto às onze províncias com terminais para reposicionar o transporte hidroviário como alternativa logística competitiva, enquanto a Hidrovia Paraná-Paraguay foi mencionada no discurso do governador de Entre Ríos.
Agenda do encontro
O encontro reuniu autoridades nacionais e provinciais, CEOs e referentes dos principais setores produtivos e logísticos do país, com o objetivo de analisar o impacto da logística na mineração, hidrocarbonetos, agroindústria e indústria manufatureira. Participaram também os governadores de Chubut, Ignacio Torres; de Jujuy, Carlos Sadir; de Río Negro, Alberto Weretilneck; e de San Juan, Marcelo Orrego, junto a diretores de empresas como YPF, Pan American Energy, Tecpetrol, Mercado Libre, DHL, Andreani, FedEx, Aeropuertos Argentina 2000, Louis Dreyfus Company, Rio Tinto, Glencore, Holcim e Techint, além de funcionários do Governo Nacional como o chefe de Gabinete Diego Santilli e o ministro de Desregulamentação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger.
Prioridades por setor
O diagnóstico que permeou a cúpula colocou no centro da agenda produtiva a infraestrutura logística, apontando necessidades relacionadas a rodovias, ferrovias, portos e passagens internacionais. Entre as prioridades concretas apareceram o desenvolvimento de corredores vinculados aos projetos de mineração do norte e de Cuyo, a adequação da infraestrutura para acompanhar o crescimento de Vaca Muerta e uma maior utilização do transporte ferroviário para reduzir custos. Jujuy projeta duplicar suas exportações de lítio, de cerca de 80.000 para 160.000 toneladas anuais, enquanto em San Juan, onde 83% do território é montanhoso, o avanço da mineração demanda estradas e energia para sustentar as operações.
Reivindicações do interior produtivo
Governadores e executivos de empresas como YPF, Tecpetrol, Rio Tinto e Techint apontaram que o déficit de infraestrutura pode tornar competitivamente inviáveis os projetos habilitados pelo RIGI. Weretilneck descreveu que 95% dos insumos de Vaca Muerta entram e saem pelas rodovias nacionais 151 e 22, que classificou como colapsadas, enquanto Orrego afirmou que a projeção de mineração de San Juan para os próximos 20 anos implica até um caminhão de grande porte a cada 46 segundos. Sadir assinalou que a carga de lítio de Jujuy sai pela Rodovia Nacional 52 em direção ao Chile pelo Paso de Jama, deteriorada por falta de investimento, já que os ramais ferroviários da região foram fechados nos anos 90.
Encerramento com o Governo Nacional
O encerramento do encontro ficou a cargo de Santilli e Sturzenegger no painel "Logística sem nós", focado nos gargalos regulatórios, institucionais e operacionais do sistema logístico nacional. Sturzenegger sustentou que o transporte ferroviário pode permitir reduções de custos de entre 40% e 60%, enquanto Lamothe destacou que, como organismo das províncias, o CFI tem a tarefa de transformar os consensos alcançados em roteiros e projetos concretos, em linha com a Estratégia Federal de Logística.



