
China monitora navio dos EUA e enfrenta Taiwan no Mar do Sul da China
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O Comando do Teatro Sul das Forças Armadas da China informou que o navio de combate litorâneo USS Charleston, da Marinha dos Estados Unidos, "invadiu ilegalmente" águas próximas ao Sabina Shoal, dentro do arquipélago das Ilhas Spratly, sem autorização do governo chinês, nas primeiras horas da terça-feira. Simultaneamente, mais ao norte do Mar do Sul da China, a Guarda Costeira de Taiwan relatou um confronto com um navio da Guarda Costeira chinesa perto das Ilhas Pratas, controladas por Taiwan.
Protesto de Pequim pela passagem do USS Charleston
Segundo o porta-voz do Comando do Teatro Sul, Yin Gang, as forças chinesas mobilizaram unidades navais para rastrear e monitorar o navio americano, acusado de infringir os direitos de soberania da China, colocar em risco a segurança marítima e afetar a paz regional. Um porta-voz militar filipino respondeu que a embarcação americana "não adentrou território chinês" e que nenhum país tem autoridade para exigir autorização prévia para um trânsito legal por águas internacionais. O Sabina Shoal está localizado dentro da zona econômica exclusiva das Filipinas e também é reivindicado pela China sob sua chamada linha de nove traços, a cerca de 700 milhas náuticas do território continental chinês e 80 milhas náuticas da província filipina de Palawan.
Tensão com Taiwan perto das Ilhas Pratas
A Guarda Costeira de Taiwan informou que seu navio Taichung foi enviado para advertir a embarcação chinesa após esta ingressar em águas restritas próximas às Pratas, e que ambas as partes trocaram mensagens por rádio. O navio chinês transmitiu que "a chamada República da China não existe", enquanto a embarcação taiwanesa respondeu que "a República da China, Taiwan, é um país soberano e independente", segundo a Guarda Costeira taiwanesa, que apontou que o confronto continuava. Em um fórum realizado em Taipei na mesma terça-feira, o titular de uma comissão de revisão designada pelo Congresso dos Estados Unidos classificou de "altamente desestabilizantes" as patrulhas da guarda costeira chinesa a leste de Taiwan, e o secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, Joseph Wu, afirmou que a China não tem reivindicação legal sobre essas águas.
Contexto de atritos com as Filipinas
O episódio ocorre em meio a tensões diplomáticas entre China e Filipinas por declarações do embaixador chinês em Manila, Jing Quan, que havia dito em 15 de outubro que seu país poderia "vencer facilmente" caso decidisse usar a força para sustentar suas reivindicações territoriais. A chanceler filipina, Theresa Lazaro, convocou o embaixador para transmitir que suas declarações foram provocativas e inaceitáveis, e pelo menos dez legisladores filipinos pediram que ele seja declarado persona non grata e enviado de volta à China. Um tribunal internacional havia rejeitado em 2016 as amplas reivindicações marítimas da China dentro da zona econômica exclusiva filipina, decisão que Pequim nunca reconheceu, em uma disputa que já havia gerado em 2024 um bloqueio prolongado a um navio da Guarda Costeira filipina ancorado no mesmo recife.



