
Clean Arctic Alliance pede ao Conselho Nórdico resolução sobre AMOC e combustíveis polares
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- Clean Arctic Alliance instan a Consejo Nórdico a adoptar resolución AMOC y cumplir promesa sobre combustibles polares
- NGOs urge Nordic countries to support stricter Arctic shipping fuel rules
- “Cut Shipping’s Black Carbon to Protect the Arctic”: Clean Arctic Alliance Response to ICCI & UNEP Overshoot & Cryosphere Reports
A Clean Arctic Alliance convocou os parlamentares do Conselho Nórdico, reunidos na Finlândia nos dias 26 e 27 de outubro de 2026, a adotar uma resolução sobre a Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico (AMOC) e a cumprir as promessas feitas sobre o uso de combustíveis em zonas polares para reduzir as emissões de carbono negro do transporte marítimo no Ártico.
Preocupação com a AMOC
A AMOC é um sistema de correntes do oceano Atlântico que transporta água quente para o norte e água fria para o sul. Arni Finnsson, presidente do Conselho Diretor da Associação Islandesa para a Conservação da Natureza, destacou que a Islândia já identificou as mudanças na AMOC como um risco de segurança, enquanto o ministro do Meio Ambiente, Energia e Clima da Islândia, Jóhann Páll Jóhannsson, classificou essa ameaça como uma questão de segurança nacional. A Aliança pediu aos legisladores nórdicos que reconheçam os riscos climáticos, ambientais e sociais associados e reforcem o monitoramento e a preparação.
A proposta sobre combustíveis polares
A Aliança exortou a Finlândia, a Islândia, a Noruega e a Suécia a reafirmarem o compromisso assumido na resolução do Conselho Nórdico de outubro de 2025, que apoia a exigência de combustíveis polares mais limpos para navios que operam no Ártico. A proposta, liderada pela Dinamarca junto com Alemanha, França e Ilhas Salomão, e apoiada pela Groenlândia, será discutida na reunião do Subcomitê de Prevenção e Resposta à Poluição da OMI (PPR 14) em janeiro de 2027, e, segundo a Hellenic Shipping News, precisa conquistar o apoio de países árticos como Canadá, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia.
O que a norma exigiria
A medida proposta obrigaria os navios que operam em águas árticas designadas a usar combustíveis destilados mais limpos, como o óleo diesel marítimo (MGO), ou outros combustíveis alternativos adequados, restringindo o uso de misturas de combustíveis residuais que geram maiores emissões de carbono negro. Segundo o Portal Portuário, ficariam proibidas as misturas de óleo diesel marítimo (MDO) e óleos combustíveis de baixo teor de enxofre (Ulsfo), bem como os óleos combustíveis pesados (HFO) com depuradores, exceto sob designação ECA.
O papel do carbono negro
A Dra. Sian Prior, assessora sênior da Clean Arctic Alliance, afirmou que a regulamentação da OMI sobre combustíveis polares preencheria uma lacuna importante no marco regulatório atual ao visar diretamente as emissões de carbono negro dos navios. Segundo a Hellenic Shipping News, o carbono negro representa cerca de 20% do impacto climático do transporte marítimo internacional e, ao se depositar sobre neve e gelo, acelera o derretimento ao reduzir a capacidade reflexiva das superfícies polares, em um contexto em que, segundo relatórios do ICCI e do PNUMA citados por esse veículo, as camadas de gelo do Ártico e da Antártida derretem cerca de seis vezes mais rápido do que há 30 anos.



