
Comércio entre Brasil e China atinge recorde de US$ 143,3 bilhões em 2026
Cubierto por 3 fuentesPublicado
O comércio entre Brasil e China atingiu números recordes nos primeiros nove meses de 2026, consolidando o país asiático como o principal mercado de exportação do Brasil e seu maior fornecedor de importações. As exportações brasileiras para a China cresceram 12% até US$ 84,7 bilhões, enquanto as importações subiram 9,9% até US$ 58,6 bilhões, levando o comércio bilateral total a US$ 143,3 bilhões entre janeiro e setembro.
Superávit impulsionado por commodities
O Brasil registrou um superávit comercial de US$ 26,1 bilhões com a China, impulsionado principalmente pela soja, pelo petróleo bruto e pelo minério de ferro. O petróleo bruto teve um salto de 49% até US$ 21,8 bilhões, impulsionado tanto por um aumento de 27% nos volumes embarcados quanto por uma alta de 17% nos preços. Com esse desempenho, a China passou a concentrar metade das exportações totais de petróleo bruto do Brasil, e o petróleo já representa cerca de 26% das vendas brasileiras para esse mercado, atrás apenas da soja.
Carne em queda, outros produtos em alta
As exportações de carne bovina caíram 8,5%, para US$ 5,5 bilhões, depois de atingida a cota anual de 1,1 milhão de toneladas que a China impõe a esse produto. Em contrapartida, as vendas de carne de frango e seus derivados subiram 113% em valor e 86% em volume. Também se destacaram produtos emergentes como o sorgo, com exportações de US$ 170 milhões, e o espodumênio, um minério ligado ao lítio, cujas vendas saltaram 339% até US$ 172,3 milhões, com a China absorvendo a maior parte de ambos os embarques.
Veículos elétricos chineses
Do lado das importações, os veículos eletrificados chineses foram protagonistas. Após uma alta constante no primeiro semestre, os embarques caíram em julho e agosto, coincidindo com o aumento das tarifas brasileiras sobre esses veículos para até 35%, mas se recuperaram em setembro. No acumulado de nove meses, as importações de veículos eletrificados chineses somaram US$ 5,9 bilhões, cerca de 10% do total importado da China, com os híbridos plug-in crescendo 89% até US$ 2,87 bilhões e os elétricos a bateria avançando 341% até cerca de US$ 2,4 bilhões.
Desaceleração do crescimento
Apesar dos recordes, o ritmo de expansão das exportações brasileiras para a China mostrou sinais de desaceleração em relação a meses anteriores, quando em julho havia sido registrado um crescimento interanual de 22 por cento.



