
DNV prevê queda permanente nas exportações de petróleo e gás do Oriente Médio
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- Global conflict set to reduce oil and gas exports permanently
- Strait of Hormuz crossings at lowest level in two months after spate of attacks
- Houthis Kill Three in Strikes on Saudi Arabian Airports
- Second Ship Struck Inside Persian Gulf in Three Days
- Hoegh Autoliners takes hit as Middle East energy crisis drives fuel prices higher
- OPINION | Asian refiners emerge as winners in Middle East oil recovery
O conflito em curso no Oriente Médio está levando especialistas a prever uma queda permanente nas exportações de petróleo e gás da região, segundo Ditlev Engel, diretor executivo de sistemas de energia da DNV.
A escalada de ataques reduziu drasticamente o tráfego pelo Estreito de Ormuz: apenas sete navios cruzaram a via na terça-feira, o nível mais baixo em dois meses, segundo dados de transporte marítimo. A UKMTO registrou 275 trânsitos combinados de entrada e saída na última semana informada, ante 247 na semana anterior e 239 três semanas antes, embora o tráfego permaneça 75% abaixo dos níveis anteriores ao conflito. Paralelamente, o Irã intensificou os ataques a navios no Golfo Pérsico e próximo a Ormuz - a UKMTO reportou nove ataques em ou perto de Ormuz neste mês, metade dos registrados em setembro - enquanto os houthis atacaram dois aeroportos na Arábia Saudita, matando três pessoas, em meio a crescentes tensões entre os Estados Unidos e o Irã e um salto do petróleo Brent de quase 4% para 104,10 dólares por barril.
O encarecimento do combustível decorrente do conflito também afeta as armadoras: a Hoegh Autoliners, gigante dos car carriers, reportou um impacto em seus resultados devido aos maiores custos de combustível provocados pela guerra no Oriente Médio.
Exportações de petróleo bruto em recuperação
Apesar do cenário de ataques, uma análise sustenta que as exportações de petróleo bruto do Oriente Médio - excluindo o Irã - já rondam os níveis anteriores à guerra: em setembro, tiveram média de 18,11 milhões de toneladas semanais, segundo a Kpler, ante uma média de 18,22 milhões de toneladas nas oito semanas anteriores ao início do conflito com o Irã, no final de fevereiro. No entanto, as exportações de combustíveis refinados da região permanecem abaixo da metade dos níveis anteriores à guerra devido aos danos sofridos pelas refinarias, o que favorece as refinarias asiáticas, que processam petróleo do Golfo para convertê-lo em diesel, nafta e combustível de aviação para mercados globais.



