
Dois navios afundam perto do Estreito de Ormuz após ataques com projéteis
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Dois navios, o porta-contêineres GFS Pride e o graneleiro Cape Dao, afundaram em incidentes separados perto do Estreito de Ormuz após serem atingidos por projéteis não identificados. As autoridades marítimas confirmaram os dois naufrágios em um intervalo de 24 horas, em meio a uma onda de ataques contra a navegação comercial na região.
O caso do GFS Pride
O GFS Pride, de bandeira de Singapura e com capacidade para 2.824 TEU, operado pela empresa sediada em Dubai Global Feeder Shipping, foi atingido em 13 de outubro enquanto transitava pelo estreito. O navio sofreu avarias e incêndio a bordo e acabou afundando em 14 de outubro. A Autoridade Marítima e Portuária de Singapura (MPA) confirmou que os 21 tripulantes foram evacuados sem ferimentos.
O naufrágio do Cape Dao
O Cape Dao, graneleiro de 170.000 toneladas de porte bruto com bandeira de Antígua e Barbuda, havia sido atacado em 23 de setembro em frente à península de Musandam, em Omã. Esse ataque provocou um incêndio na praça de máquinas, matou um tripulante indiano e obrigou a evacuação dos outros 27 membros da tripulação. Semanas depois, em 14 de outubro, o navio afundou, segundo dados da Organização Marítima Internacional (OMI).
Um conflito que se agrava
Os ataques em torno da via marítima se intensificaram nos últimos dez dias, e o Irã sustenta que está redobrando suas ofensivas em resposta ao bloqueio norte-americano de seus portos e a sanções mais duras impostas no mês passado. Segundo a agência da OMI, o GFS Pride e o Cape Dao são o segundo e o terceiro navio afundados desde que começou a guerra entre Estados Unidos e Irã em 28 de fevereiro, após o naufrágio em março do porta-contêineres de bandeira maltesa Safeen Prestige e a captura em abril do MSC Francesca.
Impacto no tráfego marítimo
Segundo a OMI, os incidentes elevaram para 113 o número de ataques confirmados na região desde o início do conflito, com 24 marítimos mortos. O trânsito de petroleiros pelo estreito caiu 90% desde o início da operação militar, e 138 porta-contêineres, com capacidade combinada próxima de 470.000 TEU, permaneciam retidos no Golfo Pérsico. Como resposta, o presidente Donald Trump anunciou que seu governo oferecerá seguros aos navios que navegarem pelo estreito e que a Marinha dos Estados Unidos avalia escoltar navios mercantes.



