
Dois petroleiros pegam fogo após colidirem com minas navais no Estreito de Ormuz
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A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) informou que dois navios-tanque que transportavam petróleo bruto pegaram fogo no sábado após colidirem com minas navais enquanto cruzavam o Estreito de Ormuz, segundo reportou a agência estatal iraniana IRNA. A informação foi retomada por veículos internacionais, embora até o momento não haja confirmação independente do ocorrido.
Detalhes do incidente
Segundo a mídia estatal iraniana, os dois petroleiros transportavam juntos cerca de 2 milhões de barris de petróleo bruto. Os navios haviam desligado seus sistemas de posicionamento e radar e tentaram utilizar uma rota não autorizada pelo Irã através da estratégica via marítima, o que resultou na colisão com as minas; o segundo navio ficou imobilizado após o impacto. A IRGC reiterou ainda que o Estreito de Ormuz permanece fechado para navios que transitem sem autorização iraniana, e a marinha iraniana reportou separadamente um petroleiro pegando fogo no Golfo de Omã.
Contexto de tensão regional
O episódio ocorre em meio a uma escalada de tensões em torno do estreito, uma rota-chave para o transporte de petróleo, no âmbito da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, o que já havia pressionado para cima os preços globais de energia e a inflação. Dias antes, na quarta-feira, um porta-contêineres e um graneleiro afundaram perto do estreito após serem atingidos por projéteis, e a agência UKMTO reportou mais dois ataques a petroleiros perto da Arábia Saudita na sexta-feira, um deles com uma granada propulsada por foguete disparada de uma embarcação pequena.
Resposta dos Estados Unidos e proposta do Irã
O Comando Central dos Estados Unidos ofereceu uma avaliação distinta, ao apontar que 97% dos navios que tentaram cruzar o estreito o fizeram sem serem atingidos por projéteis iranianos, e que havia redirecionado 138 navios comerciais para fazer cumprir seu bloqueio sobre os portos iranianos. Por sua vez, o chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que Teerã apresentou uma proposta de sete dias por meio do Catar para reabrir o estreito caso certas condições sejam cumpridas, e sustentou que a decisão agora depende de Washington.



