
Drones ucranianos atacam Terminal Petrolífero de São Petersburgo e provocam incêndios
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Drones ucranianos de longo alcance atacaram na madrugada de 18 de outubro o Terminal Petrolífero de São Petersburgo, uma das maiores instalações desse tipo na região do mar Báltico. O ataque provocou incêndios na infraestrutura de armazenamento de combustível e se inseriu em uma ofensiva noturna mais ampla contra a cidade e seus arredores, que incluiu depósitos de combustível, subestações elétricas e centros logísticos.
Confirmação oficial e vítimas
O governador da região de Leningrado, Aleksandr Drozdenko, confirmou os ataques e os incêndios no terminal petrolífero, no depósito de combustível de Ruchyi, em duas subestações transformadoras e em um complexo de depósitos industriais. Segundo a Maritime Executive, o saldo foi de cinco feridos e um morto, enquanto a Marine Insight reportou um óbito e numerosos feridos, além de danos em 12 prédios de apartamentos e 4 residências.
O terminal afetado
A instalação atingida, identificada como Peterburgskiy Neftyanoy Terminal, é um dos maiores terminais de exportação e armazenamento de combustível do país, com uma movimentação anual de 12,5 milhões de toneladas despachadas por vias fluviais, ferroviárias e rodoviárias. Segundo imagens de testemunhas, o ataque atingiu um tanque situado no centro do terminal, que já havia sido alvo de um ataque semelhante em junho.
Escala do ataque
O Ministério da Defesa russo informou que seus sistemas de defesa aérea abateram mais de 1.000 drones ucranianos nas proximidades de Moscou, São Petersburgo e áreas vizinhas, no que pode ter sido o maior ataque da Ucrânia até o momento, superando um ataque semelhante ocorrido em junho sobre o oeste da Rússia. Entre os demais alvos da ofensiva estiveram um centro de distribuição da empresa de comércio eletrônico Ozon e um centro de dados da rede social VKontakte.
Contexto diplomático
O ataque ocorreu depois que o presidente americano Donald Trump assinou um acordo com a Rússia para a exportação de diesel e declarou um cessar-fogo energético destinado a evitar ataques a portos, terminais petrolíferos, refinarias e depósitos de armazenamento. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky manifestou seu descontentamento com essa iniciativa, ao que Trump respondeu que talvez Kiev precisasse de um novo líder. Zelensky ressaltou ainda que a Rússia nunca cumpriu a proposta de cessar-fogo e que, na última semana, lançou cerca de 2.600 drones contra a infraestrutura energética ucraniana, atacando-a mais de 70 vezes.
Reação do Kremlin
A fabricante ucraniana de drones Fire Point afirmou que seus aparelhos FP-1 foram utilizados no ataque. Questionado pela imprensa, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que os ataques eram incapazes de mudar o curso dos acontecimentos.



