
Exportações brasileiras para a UE crescem 21% após acordo Mercosul-UE, segundo o MDIC
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- Exports of Products Benefiting From Mercosur-EU Deal Rise 21%, Brazil Says
- Exportações brasileiras para a União Europeia crescem 21% com acordo Mercosul-UE
- Exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia crescem 14,8% após acordo Mercosul-UE
- Exportaciones agroindustriales de Brasil a la Unión Europea crecieron 14,8%
- Acordo Mercosul-União Europeia completa seis meses com alta de 14,8% nas exportações do agronegócio
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil (MDIC) informou que as exportações de produtos beneficiados pelo acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia cresceram 21% entre maio e setembro de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. O dado corresponde aos primeiros cinco meses de aplicação provisória do acordo, em vigor desde 1º de maio deste ano, que estabelece a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação entre os dois blocos.
Segundo o MDIC, os maiores incrementos nas vendas ao mercado europeu ocorreram em abacates frescos, com alta de 421%, mel, com 367%, e óleo de milho, com 266%. Também se destacaram o ferro-silício-manganês (173%), o alumínio não forjado (107%) e os óleos combustíveis (102%), além de altas em etanol, óleo essencial de laranja e maçãs frescas.
Um dado distinto, elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por meio do sistema Agrostat, mostra que as exportações agropecuárias e agroindustriais do Brasil para a União Europeia cresceram 14,8% no mesmo período, atingindo US$ 12.210 milhões, ante os US$ 10.600 milhões do mesmo período de 2025. Os embarques somaram 17,74 milhões de toneladas, 8,1% a mais que um ano antes.
Dentro desse total, o complexo soja foi o principal item, com exportações de US$ 4.190 milhões e aumento interanual de 34,2%, impulsionado pela soja em grão, que cresceu 49% em valor. A cadeia de carnes avançou 103,5% em valor e 170% em volume, até 272.000 toneladas, enquanto as frutas, nozes e castanhas subiram 15%, com o abacate como produto em destaque, ao crescer 421,2% até US$ 19,87 milhões.
O dado de 21% divulgado pelo MDIC contrasta com declarações anteriores do ministro Márcio Elias Rosa, que no início de outubro havia mencionado um crescimento de 30% nas exportações brasileiras para a União Europeia no mesmo período. O governo atribui o desempenho à menor carga tarifária, embora os números divulgados não permitam isolar qual parte do crescimento responde diretamente à entrada em vigor do acordo, negociado por mais de 25 anos e assinado em janeiro de 2026 entre blocos que reúnem cerca de 720 milhões de pessoas.
Para o Brasil, a evolução dessas trocas reforça a necessidade de contar com infraestrutura de armazenamento, transporte e terminais de exportação capazes de absorver maiores volumes e uma oferta agroindustrial mais diversificada, em um momento em que avançam tanto os produtos tradicionais, como a soja e as carnes, quanto as frutas e os alimentos processados.
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