
Forças iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita afirmam controlar Bab el-Mandeb
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- Saudi-Backed\xa0Forces\xa0Claim\xa0Control\xa0of\xa0Bab\xa0el-Mandeb\xa0Strait
- Houthis Face Being Cut Off on Yemeni Coast
- Op-Ed: An America-First Approach in Yemen
- Houthi assurances fail to ease Red Sea shipping uncertainty
- Strait of Hormuz and Bab el-Mandeb daily maritime risk and transit monitor – October 5
Forças do governo iemenita, apoiadas pela Arábia Saudita, afirmaram ter conquistado o controle efetivo do estreito de Bab el-Mandeb, uma rota petroleira fundamental, segundo declarou o ministro da Informação iemenita, Moammar al-Eryani, à Reuters. As tropas governamentais avançaram com forte apoio aéreo saudita e tomaram posições na região de Dhubab, no ponto mais estreito do canal, embora os combates com as forças Houthis persistam e estas tenham classificado como "completamente falsas" as afirmações de avanço, além de ameaçarem atacar aeronaves no espaço aéreo saudita.
Operação Amanhecer do Iêmen
O governo iemenita reconhecido internacionalmente lançou a Operação Amanhecer do Iêmen em todas as frentes, com o objetivo declarado pelo presidente Rashad al-Alimi de retomar a capital Sanaa e pôr fim à insurgência Houthi. As forças governamentais recapturaram a pista aérea de Dhubab e chegaram à estrada costeira N2, isolando tropas Houthis mais ao sul, na ilha de Perim e na península de Ras Menhali; o próximo objetivo seria retomar o porto de Dhubab e, em seguida, Mocha e Hodeida. A retomada dos combates agravou a crise humanitária: a agência de migração da ONU informou que cerca de 184.000 pessoas foram deslocadas desde a retomada da guerra.
Apoio saudita e limites dos EUA
A Arábia Saudita intensificou seus ataques aéreos para apoiar a ofensiva, atingindo centenas de alvos Houthis para dar cobertura aérea a suas forças terrestres e ao estreito. No entanto, o apoio militar de Washington limitou-se ao compartilhamento de inteligência e dados de alvos: o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman teria ligado duas vezes para Donald Trump em setembro para pedir apoio militar direto contra os Houthis, mas o presidente americano rejeitou, até agora, novas operações militares, alegando que o acordo entre Washington e os Houthis continuava em vigor.
Pressão em Taiz
Enquanto avançavam no litoral, as forças governamentais enfrentaram fortes ataques Houthis que buscam estreitar o cerco sobre a cidade de Taiz. Fontes do governo admitiram que os Houthis ganharam terreno, chegando a tomar trechos de uma estrada de montanha e o distrito de al-Mawasit, próximo à residência de al-Alimi, embora não tenham conseguido cortar a rota que liga Taiz a Adem, graças à resistência de milícias locais. O Ministério da Saúde Houthi relatou dois mortos e sete feridos em ataques nos distritos de Sanhan e Sa'wan, na província de Sanaa.



