
Irã amplia para 124 sua lista negra de navios no Estreito de Ormuz
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A Persian Gulf Strait Authority (PGSA), sob controle iraniano e também referida como PSGA, ampliou sua lista negra de navios considerados 'não conformes' no Estreito de Ormuz, ameaçando as embarcações assinaladas com detenção, confisco ou multas. Segundo a Lloyd's List, a lista somou 43 novos navios até atingir um total de 124, enquanto a Seatrade Maritime, em 19 de outubro, contabilizou 122 entradas correspondentes a 121 navios únicos, já que o Angola Prosperity aparece duas vezes. A Trade News, por sua vez, situou a lista ampliada em 120 navios, entre os quais se incluem embarcações afundadas.
Lista como ferramenta retrospectiva
A Seatrade Maritime indicou que, dos 121 navios da lista, 19 foram atacados durante outubro e pelo menos 14 deles foram acrescentados à lista depois de terem sido alvo de um ataque. O veículo calculou que, no total, pelo menos 50 dos 121 navios registram ataques documentados na zona de Ormuz, o que, a seu critério, transforma a lista em um mecanismo de represália posterior mais do que em um aviso prévio para o transporte marítimo.
Baixas e subregistro de ataques
A Trade News informou que a quantidade confirmada de navios afetados por ataques chegou a 29 embarcações em três semanas, ao mesmo tempo em que a UKMTO reconheceu que subestima a quantidade real de incidentes registrados na região.
Exclusões da lista
A Seatrade Maritime precisou que, desde a primeira publicação da lista no final de agosto, três navios foram retirados: Blue Star I, o graneleiro indiano Maha Roos e o graneleiro de Hong Kong Xing Sheng. A PGSA, que habilita um canal para solicitar a baixa de um navio sem publicar critérios claros de aprovação, advertiu ainda aos afretadores que poderia incluir na lista negra toda a sua frota caso se comprove que pressionam os navios a transitar por Ormuz sem autorização iraniana.



