
Kicillof pede avanço no Canal Magdalena para unificar a via navegável
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O governador da Província de Buenos Aires, Axel Kicillof, pediu que se avance com o Canal Magdalena durante sua exposição na Cúpula de Logística Federal organizada pelo Conselho Federal de Investimentos (CFI). O mandatário definiu a obra como central e fundamental para integrar a logística marítima e fluvial da Argentina.
Uma reivindicação com pano de fundo geopolítico
A colocação se inseriu em uma descrição mais ampla de uma ordem mundial em reconfiguração, atravessada por disputas comerciais, financeiras e tecnológicas. Kicillof mencionou as tensões pelo canal do Panamá, por diferentes portos e pelo estreito de Magalhães, e colocou no mesmo plano a Nova Rota da Seda chinesa e uma iniciativa americana de corredor entre os Andes e o Atlântico, sob a premissa de que ou se planeja ou se é planejado por outros.
Críticas à obra pública nacional
O governador vinculou a reivindicação pelo Canal Magdalena à necessidade de uma estratégia federal de infraestrutura e logística. Questionou ainda a interrupção da obra pública nacional e afirmou que não existem soluções provinciais para estratégias nacionais, ao apontar que certas obras excedem as jurisdições locais e exigem um planejamento integral.
Capacidade provincial e obstáculos pendentes
Kicillof destacou que a província de Buenos Aires conta com 27 portos, o litoral marítimo mais extenso do país, 30 estaleiros, mais de 100 oficinas navais, 40.000 quilômetros de rede rodoviária e 15.000 quilômetros de vias ferroviárias, embora tenha apontado que menos da metade dessa rede está em funcionamento. Segundo foi registrado, um obstáculo para avançar com o Magdalena é que a via navegável troncal já está concedida por 25 anos a um operador privado sob um esquema que não contempla essa obra, o que obrigaria a definir se é licitada separadamente, como seria financiada e a quem seria cobrado o pedágio.



