
Maersk destaca a resiliência logística em seu relatório de mercado para a América Latina
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Maersk divulgou seu Latin America Market Update referente a outubro de 2026, um relatório no qual a armadora sustenta que a resiliência da cadeia de suprimentos deixou de ser vista apenas como um investimento de contingência para se tornar uma capacidade de negócio mensurável. Segundo a empresa, a antecipação de riscos, a visibilidade operacional, a flexibilidade e uma execução confiável permitem que as empresas que operam na região protejam receitas, administrem custos operacionais e fortaleçam a confiança dos clientes diante de um ambiente logístico cada vez mais volátil.
Situação portuária por sub-região
Quanto à situação dos portos, a Maersk informou que as operações na costa leste da América do Sul se mantiveram, em geral, estáveis, com a maioria dos navios chegando dentro de sua janela de atracação e tempos de espera entre 0 e 6 horas, embora Santos e Itapoá tenham enfrentado pressão temporária por filas de atracação e ocupação de pátios. A armadora indicou que o clima -neblina, ventos fortes e ondulação alta- é o principal risco operacional regional, que os níveis do rio em Manaus continuaram caindo, com restrições de calado ao final do período, e que Montevidéu continua sendo monitorado devido a discussões trabalhistas em curso.
Na costa oeste da América do Sul, a empresa relatou que portos como Guayaquil, Callao, Paita, Arica, Iquique, Valparaíso e San Antonio continuam ativos e conectados à rede regional, com foco no planejamento operacional e na gestão de pátios. Na América Central, na região Andina e no Caribe, a Maersk destacou uma atividade estável de navios e um desempenho regular dos terminais em portos como Puerto Barrios, Santo Tomás de Castilla, Puerto Cortés e Acajutla, apoiado por melhorias recentes em navegação e dragagem.
O custo da falta de resiliência
O relatório quantifica o impacto da resiliência insuficiente: segundo um estudo da Maersk e da FT Longitude, as empresas registraram, em média, uma perda de receita de 5,1% devido a interrupções em suas cadeias de suprimentos, enquanto as empresas líderes em resiliência limitaram essas perdas a 1% ou menos, e 95% destas últimas considera essencial a colaboração estreita com seus parceiros logísticos para detectar riscos antecipadamente. Como exemplo de antecipação, a Maersk citou as restrições que afetaram o Canal do Panamá durante 2024, que mostraram a importância de identificar riscos a tempo para ajustar estoques e rotas. A armadora também retomou dados do Banco Mundial segundo os quais a digitalização integral das cadeias de suprimentos pode reduzir os atrasos em até 70%.
Confiança comercial
Por fim, o relatório propõe que a resiliência também afeta as relações comerciais, já que a falta de visibilidade, a comunicação reativa e as inconsistências reiteradas podem enfraquecer a confiança de clientes, fornecedores e parceiros. A Maersk concluiu que manter informações atualizadas, comunicar as mudanças de forma oportuna e cumprir os compromissos de serviço são fundamentais para preservar a credibilidade das empresas e fortalecer sua participação nas cadeias globais de valor.



