
MAIB: falhas de planejamento causaram morte de tripulante em elevador do Arvia
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O Marine Accident Investigation Branch (MAIB) do Reino Unido divulgou em 8 de outubro seu relatório final sobre a morte de um tripulante a bordo do navio de cruzeiro Arvia, da P&O Cruises, pertencente à Carnival. A investigação concluiu que um planejamento e uma comunicação ineficazes, somados à falta de controle positivo do elevador, provocaram o óbito do tripulante.
O acidente
A vítima foi um técnico eletricista de 35 anos, que morreu esmagado por volta das 05h52 de 26 de outubro de 2025 enquanto inspecionava o elevador de passageiros número 14. O navio, com 344,5 metros de comprimento e bandeira das Bermudas, navegava na ocasião a cerca de 75 milhas náuticas a noroeste do Cabo Finisterra, Espanha, em viagem de Southampton para Santa Cruz de Tenerife. A inspeção era realizada após reparos noturnos; sem conseguir abrir as portas do patamar no convés 12 devido a um mecanismo de liberação defeituoso, o técnico entrou no poço do elevador pelo convés 14, e o equipamento foi acionado por uma chamada armazenada.
Segundo o relatório, o Arvia transportava 5.299 passageiros e 1.681 tripulantes no momento do incidente. O médico de bordo certificou a morte às 6h07, e o navio alterou sua rota rumo a A Coruña, Espanha, onde o corpo foi desembarcado. A investigação foi conduzida pelo MAIB em nome do Registro de Navios das Bermudas.
Causas apontadas
O MAIB identificou cinco fatores que contribuíram diretamente para o acidente, entre eles o fato de que o técnico e o oficial supervisor não compartilhavam o mesmo entendimento sobre a tarefa, que não havia sido estabelecido controle positivo do elevador antes de o trabalhador entrar no poço, e que o sistema dependia de interruptores de porta de autorrearme que, ao se fecharem as portas, não ofereciam uma barreira de segurança eficaz. Constatou-se também que a permissão de trabalho não foi revisada quando o escopo da tarefa mudou, e que o oficial que a emitiu não possuía treinamento formal em segurança de elevadores dentro da Carnival UK.
Resposta da Carnival UK
O órgão britânico formulou a recomendação 2026/159, na qual solicita à Carnival UK que avalie se os interruptores de porta de autorrearme oferecem proteção adequada durante tarefas de manutenção. Segundo o relatório, a empresa já instruiu os oficiais eletrotécnicos de toda a frota para reforçar os requisitos de manutenção e resgate em elevadores, proibiu o uso da escada fixa do poço para acessar a parte superior da cabine, e introduziu um requisito provisório de treinamento em segurança do fabricante ou de terceiros dentro dos seis meses anteriores, junto com um processo de verificação de competências.



