
Marinha francesa detecta drones não autorizados durante exercício em Toulon
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A Marinha francesa (Marine Nationale) informou que detectou várias incursões de drones não autorizados no espaço aéreo restrito próximo a Toulon durante o exercício militar Typhon, voltado à proteção de instalações portuárias. O Comando da Zona Marítima do Mediterrâneo emitiu um comunicado na quarta-feira, 21 de outubro, confirmando que as aeronaves entraram em uma zona de voo proibido.
Voos noturnos sobre bases militares
Segundo a emissora local ICI Provence, que foi a primeira a noticiar o fato, os sobrevoos ocorreram à noite entre os dias 9 e 13 de outubro sobre a base naval de Toulon, o edifício da Direção-Geral de Armamento naquela cidade e a base do 54º Regimento de Artilharia em Hyères. A prefeitura marítima confirmou que esses drones eram distintos dos que participavam do próprio exercício militar. Uma fonte citada pela emissora apontou que, em cada ocasião, havia vários aparelhos e que eram de grande porte, embora não se tenha determinado o modelo nem a quantidade exata.
Investigação judicial em andamento
A Marine Nationale acionou, em cada incidente, os sistemas de segurança previstos, incluindo equipamentos antidrones e de interferência eletromagnética, em coordenação com as forças de segurança interna. A instituição informou que, até o momento, nenhuma infraestrutura sensível foi ameaçada e que foi aberta uma investigação judicial, a cargo da promotoria militar de Marselha. Nenhum aparelho foi recuperado, e o comando regional da Marinha recusou-se a dar detalhes à agência AFP sobre o número de incidentes, a natureza dos drones ou se algum deles foi neutralizado.
O exercício Typhon
O exercício Typhon, liderado pelo vice-almirante Laurent Hermann, comandante-chefe para o Mediterrâneo, foi realizado entre os dias 5 e 16 de outubro e combinou manobras terrestres, aéreas e marítimas, incluindo o uso de drones próprios, em 11 municípios. Durante todo o período, manteve-se proibida a atividade aérea na zona restrita LF-P62, exceto para voos militares autorizados ou emergências de proteção civil. Segundo o Maritime Executive, o episódio se soma a uma série crescente de perturbações com drones registradas em diversos pontos da Europa, algumas atribuídas a interferência russa.



