
nstech lança torre de controle logístico com inteligência artificial agêntica
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A empresa brasileira nstech lançou uma torre de controle logístico baseada em inteligência artificial agêntica, integrada à sua plataforma Transportation Network System (TNS). A ferramenta permite monitorar operações, identificar riscos e executar determinadas ações sem intervenção humana direta, segundo informou a empresa.
Como funciona
O sistema opera sobre um ciclo de cinco etapas -monitorar, entender, decidir, agir e aprender- e pode ser aplicado a processos como gestão de riscos, agendamento de cargas, auditoria de fretes, gestão de pedidos e logística reversa. De acordo com transporte moderno, a tecnologia opera em quatro níveis de autonomia, que vão desde o monitoramento e a recomendação de medidas até a execução automática de tarefas rotineiras, enquanto as ações que exigem maior controle ficam sujeitas à aprovação humana.
Contexto do setor
O lançamento ocorre em um cenário de pressão sobre os custos logísticos: segundo dados do ILOS citados pela empresa, estes representam cerca de 15% do Produto Interno Bruto do Brasil, enquanto informações da Uber Freight indicam que cerca de 35% dos caminhões circulam vazios. A esses problemas somam-se os roubos de carga e os atrasos em pátios, desafios que a nova torre busca enfrentar antecipando riscos antes que se concretizem.
Alcance e limitações
O ecossistema da nstech, que alimenta os algoritmos da torre, reúne cerca de 75 mil clientes e mais de 2,4 milhões de motoristas conectados. Segundo a empresa, a plataforma permite ampliar de 30 para 500 a quantidade de ativos monitorados por cada responsável operacional. No entanto, transporte moderno apontou que a empresa não apresentou resultados de operações concretas que permitam avaliar o ganho efetivo de produtividade.
Declarações
Achiles Rodrigues, vice-presidente de Clientes da nstech, afirmou que o principal desafio da logística é oferecer controle, visibilidade e previsibilidade sem que o custo de serviço se descontrole e sem negligenciar a governança de toda a cadeia. O executivo acrescentou que, com a Torre Agêntica, a empresa busca passar do modelo de software como serviço para o que definiu como a era do “Resultado como Serviço”, na qual a tecnologia atua diretamente para reduzir custos em vez de se limitar a oferecer painéis de consulta.



