
NTSB pede normas nacionais para veículos de superfície não tripulados nos EUA
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O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) recomendou mudanças na forma como são sinalizados e operados os veículos de superfície não tripulados (USV) de pequeno porte, após investigar uma colisão ocorrida em 2024 no lago Erie entre uma embarcação de recreio e um USV de pesquisa operado pela NOAA. O órgão solicitou à Guarda Costeira que desenvolva um marco nacional de padrões de percepção, prevenção de colisões e segurança da navegação para esse tipo de embarcação.
O acidente
A colisão ocorreu em 10 de agosto de 2024 em frente a Monroe, Michigan, quando uma lancha de recreio de 45 pés colidiu com um SeaTrac SP-48, um USV de pesquisa da NOAA de cerca de 15,7 pés (4,8 metros) com bordo livre muito reduzido. Segundo a Maritime Executive, a lancha navegava a cerca de 20 nós, e segundo a Baird Maritime, a cerca de 25 milhas por hora (40 km/h). O USV estava em modo de manutenção de posição, chamado de 'hold' pela Maritime Executive e de 'adapted hold' pela gCaptain, com as câmeras e a gravação de vídeo desligadas, sendo controlado remotamente por um piloto que trabalhava a partir de sua residência particular, de acordo com a Maritime Executive.
Danos e perdas
O operador da lancha sofreu ferimentos leves, descritos pela Baird Maritime como uma lesão menor no pé. O USV foi declarado perda total construtiva, avaliada em aproximadamente 186.000 dólares, enquanto os danos à lancha de recreio foram estimados em 100.000 dólares, valores coincidentes nas três fontes; a Baird Maritime somou ambos os montantes e falou em perdas totais de 286.000 dólares.
Conclusões da investigação
A NTSB determinou que a lancha operava sem AIS, radar ou cartas eletrônicas ligados, mas que, ainda assim, cumpria a regulamentação vigente para embarcações de seu porte, e que seu operador tinha seis décadas de experiência náutica. O órgão concluiu que o USV, com apenas um pé de bordo livre e construído em fibra de vidro, era de difícil detecção visual, eletrônica e sonora, e que, além disso, não contava com monitoramento ativo adequado nem com um vigia apropriado enquanto estava em modo de manutenção de posição. A Baird Maritime acrescentou que a equipe do laboratório GLERL da NOAA só tomou conhecimento da colisão quando a Guarda Costeira os contatou, mais de meia hora após o impacto.
Recomendações
A NTSB emitiu seis recomendações de segurança relacionadas à visibilidade, prevenção de colisões e monitoramento remoto dos USVs. Além de solicitar à Guarda Costeira que estabeleça padrões nacionais, o órgão instou a NOAA a revisar seus procedimentos internos para garantir que suas embarcações não tripuladas possam ser detectadas por outros navegantes, incluindo testes frente ao tipo de tráfego que provavelmente encontrarão e um monitoramento compatível com o nível real de autonomia de cada veículo. Também pediu ao fabricante SeaTrac Systems que modifique o projeto do SP-48 para melhorar sua visibilidade e detectabilidade.



