
OMI alerta sobre crise de segurança para 6.000 marítimos no Estreito de Ormuz
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O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, alertou que cerca de 6.000 marítimos permanecem retidos nas proximidades do Estreito de Ormuz devido à escalada de ataques contra navios comerciais no âmbito do conflito entre Estados Unidos e Irã. Em declarações à Fox News Digital em 18 de outubro, Domínguez classificou a situação como grave e crítica para o transporte marítimo internacional e recomendou não transitar pela região até que haja garantias de segurança.
Ataques e vítimas
Segundo dados divulgados pela OMI, foram confirmados 24 navios atacados no Estreito de Ormuz em um período de aproximadamente duas semanas, número atribuído ao Financial Times. A Hellenic Shipping News e a Safety4Sea informaram que a OMI havia confirmado 100 incidentes marítimos na região até 9 de outubro, com 24 marítimos mortos desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Já a Porto e Navios informou que a agência contabilizou 120 incidentes confirmados desde essa data, além dos mesmos 24 marítimos falecidos.
Disputa pelo canal VHF
A crise se agravou com uma denúncia apresentada pelo Irã à OMI em 9 de outubro, na qual acusou forças militares dos Estados Unidos de ocupar repetidamente o canal VHF 16, destinado a comunicações de segurança e emergência, para se dirigir em persa a tripulações iranianas com mensagens ameaçadoras e, em alguns casos, instá-las a abandonar seus navios. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) defendeu a aplicação do seu bloqueio naval a portos iranianos, sustentando que os operadores marítimos recebem avisos e oportunidades suficientes para cumprir as restrições.
Registros fraudulentos e bandeiras falsas
Domínguez também apontou um aumento de registros de navios fraudulentos e embarcações que operam sob bandeiras falsas na região, algumas das quais funcionam como navios-mãe para transferir carga para dentro e para fora da área afetada, apesar dos riscos para as tripulações. Segundo o titular da OMI, essas práticas contribuem para a escalada de incidentes marítimos.
Diálogo aberto com o Irã
Apesar da tensão, Domínguez confirmou que mantém comunicação com representantes iranianos por meio de canais oficiais, embora não tenha contato direto com a Guarda Revolucionária Islâmica. O titular da OMI indicou que o organismo poderá analisar se seu marco regulatório atual precisa ser reforçado para evitar o mau uso dos canais de comunicação marítima, embora não tenha anunciado uma investigação formal.



