
Parlamento do leste da Líbia ratifica acordo marítimo com a Turquia e Grécia protesta
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- Greece fumes as eastern Libya backs disputed Turkey maritime pact
- Eastern Libya ratifies Turkey maritime deal as Greece, Egypt and EU object
- Greece, Egypt move to extend maritime deal after Libya parliament backs Turkey pact
- Egypt, Israel dismiss Libyan parliament's Turkey maritime pact as dispute simmers
O parlamento sediado no leste da Líbia aprovou na terça-feira, 20 de outubro, um acordo de limites marítimos com a Turquia, o que provocou condenação imediata da Grécia, que classificou a medida como uma violação do direito internacional. O pacto reabre uma disputa de longa data sobre fronteiras marítimas e direitos de exploração energética no Mediterrâneo oriental.
Origem do acordo
O acordo havia sido firmado originalmente em 2019 pelo governo de Trípoli, reconhecido internacionalmente, mas a administração rival do leste, liderada pelo comandante militar Khalifa Haftar, havia postergado sua ratificação por anos. Na mesma sessão, a Câmara dos Representantes, reunida em Benghazi, votou por unanimidade a favor do memorando e também revogou as resoluções de 2020 que rejeitavam os acordos com a Turquia e que cortavam relações políticas com Ancara.
Apoio da Turquia
O Ministério das Relações Exteriores turco celebrou a decisão do parlamento líbio, sustentando que o acordo respeita os direitos e interesses mútuos de ambos os países conforme o direito internacional. O chanceler turco, Hakan Fidan, minimizou as críticas e afirmou que a ratificação foi uma mera formalidade, já que o acordo já estava em vigor para Ancara, e defendeu sua legitimidade legal.
Rejeição do Egito e de Israel
O Ministério das Relações Exteriores egípcio rejeitou o acordo e afirmou que a ratificação não terá nenhum efeito legal para o Cairo, ao qual classificou como nulo. Israel, por sua vez, condenou "energicamente" a aprovação do parlamento líbio e acusou a Turquia de voltar a desestabilizar a região do Mediterrâneo oriental.
Reação da Grécia e do Egito
Dois dias após a ratificação, o chanceler grego, George Gerapetritis, e seu homólogo egípcio, Badr Abdelatty, concordaram, em 22 de outubro, em dar continuidade às consultas para ampliar o alcance geográfico de seu próprio acordo de zona econômica exclusiva de 2020, firmado no Cairo e em vigor desde setembro daquele ano. Segundo fontes jornalísticas, além da Grécia e do Egito, a União Europeia também rejeitou o acordo entre a Líbia e a Turquia.



