
PhilaPort investirá US$ 837 milhões para aumentar em 122% sua capacidade de contêineres
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O Porto da Filadélfia (PhilaPort), nos Estados Unidos, apresentou um plano de expansão de US$ 837 milhões voltado a ampliar sua capacidade operacional. Segundo a administração portuária, o projeto permitirá aumentar em 122% a capacidade para contêineres e em 18% a destinada à movimentação de veículos, e foi classificado como a maior expansão da história do porto.
Financiamento e obras
O plano combina recursos públicos, privados e federais. A Mundo Marítimo detalha um aporte de US$ 371,5 milhões do estado da Pensilvânia, complementado por mais de US$ 200 milhões em investimento privado e US$ 266 milhões em financiamento federal. A FreightWaves coincide ao afirmar que a Pensilvânia aportará mais de US$ 371 milhões, valor que, segundo essa fonte, permitirá mobilizar US$ 466 milhões adicionais entre fundos federais e investimento privado. Dentro do financiamento estadual, estão destinados US$ 31 milhões à dragagem no Southport Berth I, US$ 145 milhões a obras de aterro no Southport Berth II e North Wharf, US$ 109,4 milhões à aquisição de terrenos e US$ 58,1 milhões a guindastes e equipamentos.
Novo cais e terrenos
Entre as principais obras está a construção de um novo cais de 2.000 pés lineares (cerca de 610 metros) no Southport Marine Terminal, que, segundo a FreightWaves, será o primeiro novo cais do porto em mais de 50 anos. O plano também prevê a aquisição de um terreno de 152 acres (cerca de 61,5 hectares) em Mustin Yard, destinado a ampliar a capacidade de carga em contêineres e de veículos, além de melhorias no cais do Tioga Marine Terminal para otimizar o atendimento de barcaças e navios de carga fracionada.
Impacto econômico e emprego
As estimativas oficiais citadas por ambas as fontes preveem a criação de mais de 6.000 novos empregos e US$ 45 milhões anuais em receitas tributárias estaduais e locais. A FreightWaves acrescenta que o porto sustenta atualmente mais de 8.000 empregos e gerou cerca de US$ 1,2 bilhão em produção econômica na Pensilvânia durante 2025, valor que deve elevar o emprego portuário a cerca de 14.000 postos. A mesma fonte indica que a Filadélfia movimentou um recorde de 889.268 TEU em 2025, frente a 8,9 milhões de TEU em Nova York-Nova Jersey e 5,7 milhões em Savannah.
Papel no comércio com a América Latina
A Mundo Marítimo destaca que o PhilaPort constitui uma porta de entrada fundamental para as exportações latino-americanas de carga refrigerada, especialmente frutas frescas de países como Chile e Peru, graças à sua infraestrutura de armazenamento refrigerado, inspeção e distribuição. Segundo dados do PhilaPort e do The Philadelphia Inquirer citados por esse veículo, em 2023 o porto recebeu cerca de 2,3 milhões de toneladas de frutas no valor de US$ 3,1 bilhões, com mais de 75% provenientes da América Central e da América do Sul. Nesse contexto, Scott Cornell, CEO da GLOVIS America, destacou a necessidade de contar com infraestrutura especializada para o mercado de veículos acabados.
Financiamento privado e próximos passos
A FreightWaves detalha que, entre os compromissos privados, estão US$ 100 milhões aportados cada um pela operadora de terminais Holt Logistics e pela empresa de processamento de veículos Glovis America, e que as obras devem começar após a conclusão das licenças e contratos, com início previsto para o começo de 2027. O Journal of Commerce descreve o projeto como a criação de um terminal de uso duplo para contêineres e carga ro/ro, com o objetivo de mais do que duplicar a capacidade de movimentação de contêineres do porto.



