
Portuaria Otway submete à avaliação ambiental projeto de USD 80 milhões em Magallanes
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- Portuaria Otway ingresa a evaluación ambiental proyecto logístico y portuario en el extremo sur de Chile
- Ingresan al SEAI proyecto para habilitar sistema logístico-portuario en Punta Lackwater
- De terminal carbonífero a puerta del hidrógeno verde: Von Appen proyecta puerto de US$80 millones en Isla Riesco
A Portuaria Otway, companhia vinculada ao grupo armador Ultranav, submeteu ao Serviço de Avaliação Ambiental do Chile uma Declaração de Impacto Ambiental para desenvolver o Projeto Logístico e Portuário Otway em Punta Lackwater, comuna de Río Verde, Região de Magallanes e da Antártica Chilena. A iniciativa prevê um investimento de USD 80 milhões e busca reaproveitar a infraestrutura existente do Cais Otway, o antigo terminal utilizado para embarcar carvão proveniente da Mina Invierno.
O projeto visa habilitar e operar um sistema logístico-portuário integral para atracação de navios, transbordo, desembarque, armazenamento temporário e transporte de cargas gerais, incluindo carga superdimensionada e componentes associados a projetos de terceiros. A proposta está organizada em três setores: o Cais Otway em Punta Lackwater, Isla Riesco; o Setor La Rivera, na margem continental do Canal Fitz Roy; e uma Zona de Apoio Logístico na interseção das rodovias Y-50 e 9N, em Punta Arenas, somando ao todo cerca de 47,51 hectares.
Cronograma com divergências entre fontes
Segundo o cronograma apresentado, a fase de construção teria início no segundo semestre de 2028. O Mundo Marítimo indica que a operação começaria no segundo semestre de 2030 e que o encerramento do projeto está previsto para 2061, com uma vida útil total de 34 anos. Já o Portal Portuário aponta que o término da etapa construtiva está previsto para o primeiro semestre de 2030, com 28 meses de construção, 30 anos de operação e 1 ano de encerramento, dentro desses mesmos 34 anos de vida útil. O Mas Container, por sua vez, citando informações da CNN Chile, La Tercera e La Prensa Austral, afirma que as operações teriam início no primeiro trimestre de 2030 e que a vida útil projetada alcança 30 anos.
Vínculo com a transição energética
A localização do projeto se justifica por sua coerência com o planejamento energético regional, em particular com o Plano Energético Regional de Magallanes (PEER Magallanes), que identifica a infraestrutura logística e portuária como condição habilitante para o desenvolvimento da indústria do hidrogênio verde. Na governança regional da transição energética participam, além da Portuaria Otway, órgãos como a Empresa Nacional del Petróleo e a Empresa Portuaria Austral. O Mas Container acrescenta que o cais buscaria receber turbinas eólicas, tanques e estruturas de grande porte vinculadas a projetos de hidrogênio verde, amônia e combustíveis sintéticos, com um esquema logístico que inclui a transferência de carga para balsas rumo a uma rampa em La Rivera e seu posterior transporte em caminhões especiais por cerca de 25 quilômetros até a Rodovia Y-50.
Histórico do terminal
A infraestrutura que se pretende reaproveitar fez parte do Projeto Portuário Isla Riesco, aprovado ambientalmente por meio da Resolução Isenta N°291/2009 e que operou para a estocagem, processamento e embarque de carvão até a interrupção das atividades da Mina Invierno em 2020. Essa companhia pertencia em partes iguais à Empresas Copec e à Inversiones Ultraterra, ligada à família Von Appen, até que a Copec vendeu sua participação ao antigo sócio entre 2021 e 2022. Apesar de reaproveitar essas instalações, o resumo executivo da DIA classifica o novo projeto como uma iniciativa distinta, e não como uma modificação da anterior.
Avaliação ambiental pendente
A análise ambiental apresentada pela Portuaria Otway descarta efeitos adversos significativos sobre a saúde da população, os recursos naturais, as comunidades humanas, as áreas protegidas e o patrimônio cultural, e não prevê um Plano de Acompanhamento de Variáveis Ambientais. Até 15 de dezembro de 2026 poderá ser solicitada ao SEA a abertura de um processo de participação cidadã. Entre os pontos que deverão ser revisados está a intervenção projetada em aproximadamente 19,5 hectares de bosque nativo de ñirre para a construção de vias de acesso e áreas logísticas no setor continental, de acordo com o apontado pelo Mas Container.



