
Reno atinge mínimo histórico e afeta o tráfego fluvial e os cruzeiros
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O rio Reno atingiu um novo mínimo histórico na fronteira entre a Alemanha e os Países Baixos durante o fim de semana, com previsões que não antecipam chuvas significativas nos próximos dias. Em Lobith, ponto onde o Reno entra em território neerlandês, o nível caiu para 6,1 metros no domingo, 27 de setembro, abaixo do recorde anterior de 6,12 metros registrado em agosto.
Mais acima, em Colônia, o nível do rio caiu para apenas 40 centímetros na régua, deixando cerca de 1,5 metro de calado navegável. As condições deixaram temporariamente encalhado em meio ao rio o cruzeiro fluvial neerlandês Dutch Melody, que transporta 140 passageiros em quatro conveses, e que pôde retomar sua viagem após receber assistência de outra embarcação, segundo informou a polícia fluvial alemã. No rio IJssel, as autoridades neerlandesas de águas (Rijkswaterstaat) impuseram um sistema de tráfego em sentido único entre Arnhem e Zutphen, que obriga as embarcações a um desvio de 300 quilômetros. A vazante também provocou a suspensão de algumas travessias de balsa e levou operadores de cruzeiros fluviais a cancelar saídas ou encurtar itinerários nos trechos do Reno que ficaram intransitáveis.
Contexto europeu
O Serviço Copernicus de Mudança Climática informou em 2 de outubro que a Europa atravessou o verão com as vazões fluviais mais baixas desde o início dos registros, em 1992. Segundo a agência, o Reno, o Danúbio, o Loire e o Sena registraram vazões mínimas históricas durante o verão, o que gerou interrupções na navegação e no transporte de carga.
Mudanças nos cruzeiros fluviais
A empresa de navegação Uniworld Boutique River Cruises realizou uma série de mudanças operacionais em sua frota europeia devido aos baixos níveis de água em trechos do Reno, do Meno e do Danúbio. Em 11 de outubro, os níveis do Danúbio impediram que o S.S. Maria Theresa chegasse a Budapeste para o embarque, de modo que os passageiros precisaram se hospedar primeiro em um hotel da cidade antes de se transferirem para o navio mais adiante na viagem. A empresa também modificou o embarque e o desembarque do S.S. Beatrice: essa saída será realizada a bordo do S.S. Maria Theresa, que tampouco pode chegar a Ratisbona, de modo que os passageiros embarcarão em Passau.
Os ajustes incluíram ainda outras substituições de embarcações: uma saída de Basileia prevista no S.S. Elisabeth passará a ser realizada no S.S. Antoinette, um embarque em Viena programado para o S.S. Emilie será transferido para o S.S. Beatrice, e também foi modificado o cais de atracação em Amsterdã para o S.S. Victoria. A Uniworld destacou que as condições do rio podem mudar em poucos dias, razão pela qual suas decisões se baseiam nos dados de água vigentes e não em previsões de longo prazo, e adiantou que continuará avaliando individualmente as saídas restantes de outubro.



