
Romênia vai acelerar suas defesas no mar Negro após ataques com drones a navios
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A Romênia vai acelerar o desenvolvimento de suas capacidades de vigilância marítima e dos equipamentos para combater minas e drones no mar Negro, após uma série de ataques com drones contra navios mercantes diante de suas costas. O anúncio foi feito pelo Conselho Supremo de Defesa Nacional (CSAT) do país.
Ataques e vítimas
Nas últimas duas semanas, pelo menos sete navios de carga foram atingidos perto das costas da Romênia e da Bulgária, ambos países membros da OTAN, com um saldo de aproximadamente 30 marinheiros mortos ou desaparecidos. No sábado, 17 de outubro, pilotos romenos de caças F-16 derrubaram dois drones russos de última geração sobre águas territoriais da Romênia.
Resposta da OTAN
Diante da escalada de incidentes, a OTAN confirmou o envio de mais aeronaves de patrulha marítima, sistemas de radar e drones para a região do mar Negro. O anúncio do CSAT ocorreu um dia antes de um novo ataque com drones russos, em 23 de outubro, contra um navio de carga localizado a 13 milhas náuticas da costa.
Uma crise de segurança
O Conselho Supremo de Defesa afirmou que os recentes ataques contra navios mercantes são uma consequência direta da agressão russa para além das fronteiras da Ucrânia. O órgão alertou que as ameaças à liberdade de navegação e à infraestrutura energética representam uma severa crise de segurança para o país, razão pela qual considerou urgente aplicar medidas concretas para proteger vidas humanas, garantir o acesso aos portos nacionais e assegurar as instalações energéticas na Zona Econômica Exclusiva.
Medidas e cooperação regional
Para mitigar esses riscos, a Romênia vai acelerar a implantação de tecnologias de vigilância marítima, a neutralização de minas navais e a capacidade de interceptar drones que violem ilegalmente seu espaço aéreo e marítimo, além de exercícios práticos para aprimorar a resposta operacional de suas forças. Bucareste buscará ainda intensificar a cooperação com a Bulgária e a Turquia, seus parceiros na bacia do mar Negro, e coordenar com a OTAN novas medidas para fortalecer a postura de dissuasão no flanco leste.



