
Roterdã registra a maior queda trimestral de biocombustíveis marítimos desde 2024
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O Porto de Roterdã informou que as vendas de biocombustíveis marítimos caíram 38% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior, totalizando 154.000 toneladas métricas. Trata-se da maior queda trimestral desde o terceiro trimestre de 2024, segundo dados da autoridade portuária. O órgão explicou que os volumes de combustíveis com mistura biológica foram menores após um segundo trimestre muito elevado.
Queda liderada pelo bio-VLSFO
O bio-VLSFO continuou sendo a mistura mais vendida, mas suas vendas caíram 56% em relação ao trimestre anterior, para 63.000 toneladas, reduzindo sua participação para 41% do total de biocombustíveis, ante 59% no segundo trimestre. O bio-HSFO recuou 58%, para 13.000 toneladas, enquanto o bio-ULSFO manteve-se praticamente estável em 22.000 toneladas. O bio-MGO resistiu melhor, com uma queda de apenas 4%, para 41.000 toneladas, em contraste com a queda geral de 38%.
Entre os combustíveis que cresceram, o metanol biológico (bio-metanol) subiu 46% em relação ao trimestre anterior, para 4.200 toneladas, seu maior volume trimestral desde o primeiro trimestre de 2025. As vendas de biometano liquefeito (LBM) triplicaram, para 11.000 toneladas, o maior registro desde que o porto começou a reportar volumes de biocombustíveis em 2021. Não houve registro de vendas de bioetanol no trimestre, após as 1.000 toneladas vendidas no segundo trimestre.
Menor participação no total de bunker
Os biocombustíveis representaram 8% das vendas totais de bunker em Roterdã durante o terceiro trimestre, abaixo dos 13% do trimestre anterior. Apesar da queda trimestral, as vendas acumuladas de biocombustíveis nos primeiros nove meses de 2026 cresceram 7% em relação ao ano anterior, para 514.000 toneladas, frente a 482.000 toneladas no mesmo período de 2025.
Dados da Manifold Times
Segundo dados publicados pela autoridade portuária e levantados pela Manifold Times, os combustíveis convencionais também caíram na comparação anual no terceiro trimestre: o óleo combustível de muito baixo teor de enxofre caiu 32,8%, para 427.347 toneladas, e o de alto teor de enxofre caiu 13,4%, para 754.853 toneladas. As entregas de GNL como combustível marítimo recuaram 35,4% em relação ao ano anterior, para 215.420 metros cúbicos. Entre as variantes com mistura biológica, o bio-MGO subiu 51,5% na comparação anual e o bio-MDO saltou 182%, enquanto não houve entregas de etanol no trimestre, após as 1.025 toneladas registradas no segundo trimestre.
O papel do B100
A autoridade portuária indicou que não reporta o B100 separadamente e que esse combustível provavelmente está incluído nos números de bio-MGO. Dados da ENGINE mostraram que o número de amostras de B100 registradas em Roterdã mais do que dobrou nos primeiros oito meses de 2026 em relação ao ano anterior, elevando sua participação para 23% das amostras de biocombustíveis do porto, ante 12%. Segundo a Hellenic Shipping News, essa maior demanda por B100 poderia explicar por que as vendas de bio-MGO se mantiveram firmes enquanto o restante das misturas caía fortemente.



