
Trump anuncia acordo com Putin para liberar diesel e reduzir preços nos EUA
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- Trump Strikes Diesel Deal With Putin to Lower Fuel Prices Ahead of Midterms
- NYMEX ULSD crack weakens after Trump announces additional diesel supplies from Russia
- The Commodities Feed: Oil lower despite Middle East escalation
- Republican Senator Says Trump’s Russian Diesel Deal May Be Illegal
- Kremlin asegura que diésel ruso ha comenzado a llegar a mercados globales tras acuerdo con Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira, 9 de outubro, que a Rússia concordou em liberar milhões de toneladas de diesel para os mercados norte-americano e globais, após uma ligação telefônica com o presidente russo Vladimir Putin. Paralelamente, o Departamento do Tesouro dos EUA emitiu a Licença Geral 135, que autoriza temporariamente a venda, entrega e importação de diesel de origem russa, incluindo importações para os Estados Unidos, até 7 de abril de 2027.
Volumes anunciados
Segundo Trump, a Rússia forneceria imediatamente mais de 300.000 toneladas de diesel, seguidas de outras 500.000 toneladas em novembro e 1.000.000 de toneladas logo depois, às quais poderiam se somar 3.000.000 de toneladas adicionais, dependendo da situação das refinarias russas, totalizando cerca de 4,8 milhões de toneladas. Um relatório da Hellenic Shipping News, citando o banco ING, descreveu um cronograma um pouco diferente: 300 mil toneladas de exportação imediata, 500 mil em novembro e 1 milhão em dezembro, destacando que esses volumes iniciais ainda estão longe das cerca de 3 milhões de toneladas mensais que a Rússia exportava em 2025, segundo dados da LSEG.
Contexto de preços e eleições
O anúncio ocorre em meio a preços do diesel próximos de máximas históricas, impulsionados pelas disrupções no fornecimento global de petróleo decorrentes da guerra com o Irã e dos ataques ucranianos à infraestrutura de refino russa. A Reuters informou que os preços do diesel nos EUA subiram cerca de 70%, para 6,28 dólares por galão, às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato de 3 de novembro, que definirão se os republicanos manterão suas apertadas maiorias no Congresso.
Reação do mercado
O anúncio impactou imediatamente os mercados: o crack do ULSD da NYMEX em relação ao WTI caiu 6,45 dólares por barril em 9 de outubro, para 96,80 dólares, e os cracks de destilados médios também recuaram nos dias seguintes. Analistas como Darrell Fletcher, da Bannockburn Capital Markets, classificaram a medida como mais um remendo breve e pequeno diante de um problema global de oferta que não resolve de fato, enquanto um relatório do ING alertou que, apesar da pressão baixista, não é suficiente para destravar o aperto no mercado de destilados médios.
Críticas políticas
O acordo gerou críticas bipartidárias nos Estados Unidos. O senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, afirmou que o pacto poderia ser ilegal e colocaria em risco vidas norte-americanas, em referência à lei de sanções à Rússia e ao Irã aprovada em homenagem ao falecido senador Lindsey Graham. O deputado Don Bacon, de Nebraska, classificou a medida como moralmente errada por sustentar a economia de guerra de Putin, enquanto o ex-vice-presidente Mike Pence a definiu como uma traição ao legado de Graham e pediu a Trump que a revertesse. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, defendeu o acordo, afirmando que será aplicado com toda a autoridade legal disponível e que beneficiará os norte-americanos ao reduzir os preços.
Confirmação do Kremlin
O Kremlin confirmou que o diesel russo já começou a chegar efetivamente aos mercados globais. Seu porta-voz, Dmitry Peskov, afirmou que o combustível começou a chegar e que terá um efeito positivo na estabilização dos mercados de petróleo, embora não seja suficiente para estabilizá-los por completo. Segundo dados da LSEG, a Rússia retomou os carregamentos de exportação a partir do porto báltico de Primorsk, e um petroleiro com cerca de 40.000 toneladas métricas de diesel de ultrabaixo teor de enxofre foi carregado em 13 de outubro com destino ao Marrocos. A Rússia também rejeitou como “cínicas” as críticas europeias ao acordo, apontando que a Europa continua comprando petróleo e gás natural liquefeito russos.



