
UE sanciona os principais estaleiros russos, incluindo fabricantes de submarinos
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A União Europeia adotou na segunda-feira, 12 de outubro, um novo pacote de sanções que atinge alguns dos estaleiros mais importantes da Rússia, incluindo construtores de submarinos, instalações de reparo naval militar e estaleiros dedicados à construção de navios comerciais. A medida faz parte de uma ampliação das restrições ao complexo militar-industrial russo e foi publicada no Jornal Oficial da União Europeia, entrando em vigor no mesmo dia.
Estaleiros e centros de reparo visados
Entre as empresas designadas estão a Admiralty Shipyards, em São Petersburgo, a Sevmash, em Severodvinsk, a Amur Shipbuilding Plant, no Extremo Oriente russo, e a Severnaya Verf, outro estaleiro de São Petersburgo. Também foram incluídos o Zvezdochka Ship Repair Center, dedicado à manutenção de submarinos, e o Dalzavod Ship Repair Center, em Vladivostok, que dá suporte à Frota do Pacífico russa, junto com Vyborg Shipyard, Sredne-Nevsky Shipyard, Nevsky Shipbuilding and Ship Repair Plant, Vympel Shipbuilding Plant e as oficinas de reparo números 13, 33 e 82. A essa lista soma-se a Almaz Shipbuilding Company, de São Petersburgo, construtora de quebra-gelos, embarcações anfíbias e hovercrafts de assalto para a Marinha russa, além dos escritórios de projeto de submarinos Rubin, Malakhit e Lazurit, todos pertencentes à United Shipbuilding Corporation (USC), o conglomerado estatal que representa cerca de 80% da tonelagem de novas construções navais na Rússia.
Alcance do pacote
Segundo a gCaptain, as novas sanções acrescentam 826 empresas russas e 743 executivos à lista da UE, no que constitui a maior ampliação de sanções desde que a Rússia iniciou a invasão em grande escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Já o The Maritime Executive e o Financial Ports descrevem o documento como uma listagem de 930 páginas que abrange quase 1.600 empresas e indivíduos de toda a base industrial de defesa russa, com cerca de 50 executivos sancionados individualmente e duas dezenas de empresas de serviços e cadeia de suprimentos, além de fabricantes de componentes como válvulas, trocadores de calor, unidades de dessalinização e equipamentos de navegação e comunicação.
Declarações e alcance jurídico
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, qualificou o pacote como o mais forte já adotado até o momento e afirmou que é necessário manter a pressão sobre a Rússia em vez de dar sinais de relaxamento, destacando que o país está matando mais civis do que nunca e que, por isso, é hora de não fazer concessões. Segundo a gCaptain, mais da metade dos quase 1.600 novos listados estão vinculados à cadeia de produção de mísseis balísticos, e as sanções impõem o congelamento de ativos e proíbem que pessoas e empresas da UE disponibilizem fundos às entidades designadas, sem constituir, por si só, uma proibição total sobre navios construídos na Rússia nem se confundir com as sanções anteriores voltadas à frota sombra.



