
UKMTO relata petroleiro incendiado e parcialmente afundado em frente a Musandam
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O centro britânico UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que um petroleiro ficou incendiado e em grande parte submerso a cerca de nove milhas náuticas ao norte de Khasab, uma localidade portuária situada no extremo norte da península de Musandam, em Omã. O alerta surgiu a partir do relato do comandante de um navio que passava pela área, e o estado da tripulação do petroleiro afetado permanece desconhecido.
Detalhes do incidente
A consultoria de segurança marítima Vanguard Tech, que divulgou informações paralelamente à UKMTO, indicou que a embarcação foi atingida por um projétil e ficou em grande parte submersa. Segundo essa mesma fonte, havia um terceiro navio nas proximidades que poderia estar prestando assistência, embora nenhuma operação de resgate tenha sido confirmada. O comandante de um petroleiro de bandeira panamenha, que passava pelo local, foi quem relatou ter avistado a embarcação incendiada e quase submersa.
A versão do Irã
Por sua vez, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã apresentou uma versão diferente sobre um superpetroleiro que, segundo suas declarações, explodiu após colidir com uma mina naval no estreito de Ormuz enquanto transportava cerca de dois milhões de barris de petróleo bruto. O IRGC afirmou que o navio havia desligado seu sistema de rastreamento ao cruzar o estreito, em violação às regulamentações iranianas, embora não tenha revelado o nome da embarcação, sua localização exata, proprietário, bandeira de registro nem o estado da tripulação. Essa versão difere da reportada pela UKMTO e pela Vanguard, que mencionam um impacto por projétil e não uma mina.
Escalada de ataques na região
O incidente ocorre em meio a uma onda crescente de ataques contra a navegação comercial no estreito de Ormuz. A pesquisadora Noam Raydan, do Washington Institute, contabilizou um total de 30 ataques iranianos contra navios desde o início de outubro, o ritmo mais acelerado desde o começo do conflito em fevereiro, com ocorrências concentradas no estreito, mas também registradas mais distante, até o Iraque e Omã. Segundo dados da Organização Marítima Internacional citados pela Splash 247, foram contabilizados 121 incidentes marítimos confirmados no Oriente Médio no ano até 27 de outubro, com 24 marítimos mortos, mencionando ainda perdas anteriores como a do graneleiro Cape Dao, afundado em frente a Khasab em setembro, e do porta-contêineres GFS Pride, perdido no estreito no início de outubro.
O estreito de Ormuz, com cerca de 30 quilômetros de largura entre Irã e Omã, é uma das passagens marítimas mais críticas do mundo e, em condições normais, escoa um quinto dos embarques globais de petróleo e gás. Segundo a Financial Ports, o Irã intensificou o controle sobre a via exigindo autorização prévia para a travessia de navios, exigência que os Estados Unidos rejeitam por considerá-la uma violação do direito marítimo internacional, enquanto Washington mantém um bloqueio naval a portos iranianos em resposta a essas exigências.



