• 2 min de lectura
• 2 min de lectura

O Governo Regional de Magalhães e da Antártica Chilena e a Escola de Engenharia da Universidade Católica (UC) iniciarão um estudo para avaliar a viabilidade de construir um túnel sob o Estreito de Magalhães. A obra, se concretizada, se tornaria uma alternativa para estabelecer uma conexão permanente entre a Terra do Fogo e o continente, o que - atualmente - é feito por via marítima.
A iniciativa será um dos primeiros projetos a serem abordados no âmbito do convênio de colaboração assinado nesta terça-feira entre ambas as instituições, que permitirá colocar as capacidades acadêmicas e técnicas da Engenharia UC a serviço de desafios estratégicos para o desenvolvimento da região.
"Queremos analisar uma solução de conectividade. Essa solução, em princípio, consiste em determinar se podemos construir um túnel sob o Estreito de Magalhães. Seriam três quilômetros, mais aproximadamente um quilômetro adicional em cada extremidade", explicou o governador regional de Magalhães e da Antártica Chilena, Jorge Flies.
Segundo explicou a autoridade regional, a necessidade de ter maior certeza sobre a conectividade entre a Terra do Fogo e o continente faz parte dos desafios identificados para a região. As condições do território e, particularmente, os fortes ventos existentes na zona tornam necessário analisar alternativas de infraestrutura diferentes de uma ponte.
O primeiro passo será desenvolver um estudo de nível conceitual que, a partir das informações disponíveis, permita avaliar se o projeto pode avançar para etapas posteriores.
"Esta colaboração tem o desafio de entregar algo que seja útil e relevante para esta ideia, em um prazo de cerca de seis a oito meses a partir do início do trabalho", disse Christian Ledezma, professor e diretor de Extensão e de Dictuc da Engenharia UC.
O acadêmico precisou que a análise deverá abordar as múltiplas dimensões que envolvem uma iniciativa dessa magnitude. "Do ponto de vista da engenharia e da universidade, apresenta desafios em todos os âmbitos que se possa considerar: ambientais, construtivos, geotécnicos, comunitários e geopolíticos", acrescentou.
A aliança contempla ainda a articulação com a Universidade de Magalhães, bem como o desenvolvimento de projetos de pesquisa, inovação e formação que respondam aos desafios estratégicos e necessidades do território.
"Estamos muito contentes em assinar este convênio de colaboração com Magalhães, com a ideia de poder desenvolver e explorar alternativas da engenharia na região e, em particular, em temas de infraestrutura", afirmou a decana de Engenharia UC, Loreto Valenzuela.

