• 2 min de lectura
• 2 min de lectura

A Itália prepara-se para uma eventual missão naval destinada a proteger a sua marinha mercante à medida que aumentam as preocupações de segurança no estreito de Bab el-Mandeb, informou o ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto.
Crosetto indicou que, em coordenação com o chefe do Estado-Maior da Defesa, concordou em mobilizar a marinha militar para preparar "o que for necessário" a fim de garantir o trânsito seguro dos navios italianos, argumentando que qualquer atraso na resposta aos crescentes riscos marítimos poderia acarretar consequências diretas para a economia e os consumidores.
O receio pela segurança da navegação no Mar Vermelho disparou este mês, depois de os houthis – alinhados com o Irão – terem assumido o controlo de setores da costa iemenita que se projetam sobre o estreito de Bab el-Mandeb, ameaçando as exportações de petróleo saudita redirecionadas do estreito de Ormuz.
"Decidi ativar a marinha militar italiana para preparar o necessário a fim de garantir a passagem segura dos navios italianos", declarou Crosetto em comunicado.
"Não podemos permitir que atrasos burocráticos na tomada de decisões agravem uma situação que já é complexa, com consequências diretas sobre a nossa economia e a vida dos nossos cidadãos."
O ministro não detalhou que medidas específicas estão em consideração nem que unidades navais poderiam ser destacadas para a zona.
Crosetto afirmou que as interrupções nas principais rotas de navegação elevarão os custos de transporte, atrasarão as entregas e, em última análise, transferirão preços mais altos para as famílias e empresas.
"Cada crise económica atinge mais forte as pessoas mais vulneráveis, colocando em risco a coesão social e a estabilidade do país", assinalou a autoridade italiana.
O ministro da Defesa da Itália também destacou a vulnerabilidade da infraestrutura submarina, incluindo os cabos de dados e as interconexões energéticas.
"Para uma grande nação marítima como a Itália, monitorizar e proteger os mares, tanto na superfície como debaixo d'água, significa salvaguardar a sua segurança, a sua prosperidade e o seu futuro", afirmou Crosetto.
"O Ministério da Defesa e a marinha italiana continuarão a proteger o mar, intervindo com determinação sempre que for necessário para salvaguardar os interesses nacionais e a segurança dos italianos", concluiu.

