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Os Estados Unidos anunciaram sanções contra uma plataforma iraniana de criptomoedas controlada pelo financeiro sancionado Babak Zanjani, acusando-a de processar pagamentos para que os navios transitem de forma segura pelo estreito de Ormuz.
O Departamento do Tesouro dos EUA assinalou que a BitBank canalizou centenas de milhões de dólares para o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e descreveu a entidade como um componente chave na infraestrutura iraniana para a evasão de sanções mediante ativos digitais.
A plataforma era utilizada para transferir fundos pagos à recentemente criada Autoridade de Serviços Marítimos Seguros de Ormuz, segundo indicou o Tesouro em um comunicado.
Zanjani tem sido há muito tempo uma figura chave nas redes de evasão de sanções do Irã. Foi condenado à morte pelas autoridades iranianas em 2016 por peculato; no entanto, sua pena foi comutada em 2024 e, no ano seguinte, reapareceu como promotor de projetos econômicos do Governo iraniano.
A designação faz parte da "Operação Pária Econômico" do Departamento do Tesouro, cujo objetivo é isolar o Irã no plano econômico e desmantelar suas redes financeiras, comerciais e logísticas globais, segundo assinala o comunicado.
A estratégia tem se focado no comércio ilícito de petróleo, intermediários financeiros, casas de câmbio e empresas de fachada dos setores marítimo e de aviação.
Os Estados Unidos também sancionaram a empresa Pishtaz Simorgh Electronic Trade Company, a companhia desenvolvedora do software por trás da BitBank, e três colaboradores próximos de Zanjani: Hossein Ali Zaker Hossein, Mohammad Mahdi Zaker Hossein e Seyed Adel Heidari.
O Departamento do Tesouro anunciou sanções contra Zanjani e seus dois maiores projetos de ativos digitais, Zedcex Exchange Limited e Zedxion Exchange Limited, em janeiro, acusando-os de lavar dinheiro para o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Em julho, os Estados Unidos impuseram sanções contra outras nove empresas nas quais Zanjani está envolvido, incluindo seu conglomerado "Dot One", com sede no Irã, e outras firmas radicadas na Turquia e nos Emirados Árabes Unidos, bem como contra altos executivos de ditas companhias.
"Através desta infraestrutura combinada, as empresas de Zanjani têm servido tanto como empreendimentos comerciais de cara ao público como plataformas financeiras encobertas que permitem a evasão de sanções e o apoio a entidades vinculadas ao Estado iraniano", afirmou o Tesouro.

