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Com uma primeira jornada de trabalho que reuniu equipes da Empresa Portuária San Antonio (EPSA) e especialistas vinculados ao programa Science to Business da Universidade Adolfo Ibáñez, deu-se início a um projeto de cocriação orientado a explorar uma solução tecnológica que permita melhorar e otimizar os processos de logística terrestre do Porto de San Antonio.
A iniciativa, impulsionada pela Subgerência de Transformação Digital, Inovação e TI da EPSA em conjunto com a referida instituição de ensino, propõe uma forma de trabalho colaborativa entre o mundo portuário e o científico, incorporando desde as primeiras etapas do projeto o conhecimento daqueles que participam diretamente na operação.
O desafio visa avançar em direção a uma gestão mais inteligente e preditiva do fluxo de caminhões no Porto de San Antonio, fortalecendo o planejamento e a sincronização dos diferentes atores que participam no recebimento e despacho de carga terrestre.
Jorge Santos, subgerente de Operações do Porto San Antonio, destacou que "trabalhar com o programa Science to Business da Universidade Adolfo Ibáñez é muito importante porque nos permite abordar desafios próprios do coração logístico da companhia a partir da pesquisa, mas sempre com um enfoque prático e com o olhar voltado para que as soluções possam se transformar posteriormente em ferramentas aplicáveis à operação".
O executivo acrescentou que "identificamos as lacunas que podemos abordar e, portanto, esperamos que uma solução com plena aplicabilidade possa gerar benefícios relevantes, principalmente em matéria de eficiência".
Manuel Reyes, do laboratório Science to Business, explicou que "a mudança de paradigma consiste em trabalhar conjuntamente entre as pessoas do porto e os pesquisadores. No modelo clássico, desenvolve-se pesquisa e depois busca-se levá-la à indústria; aqui a ideia é incorporar a empresa dentro do próprio processo de pesquisa e desenvolvimento. Isso permite que a solução seja construída desde o início considerando o desafio real e as condições em que deverá ser aplicada".
"O que buscamos é entender como podemos disponibilizar as capacidades das equipes científicas para resolver problemas concretos das organizações. Neste programa, não somente definimos o desafio junto com a empresa, mas os pesquisadores trabalham ativamente com as equipes da organização no desenvolvimento da solução", disse Francisco Pizarro, integrante da mesma equipe de especialistas.

