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CMA CGM pode ser a companhia marítima por trás de uma carta de intenções para solicitar um pedido de 12 novos porta-contêineres de 24.000 TEU com combustível dual GNL ao estaleiro privado chinês Yangzijiang Shipbuilding (YZJ).
De acordo com a Alphaliner, ainda não foi possível identificar a armadora, mas considerou a marca francesa como a proprietária e operadora mais provável da eventual encomenda, o que também foi sugerido por fontes de corretagem.
"A armadora com sede em Marselha, atualmente a número três a nível mundial depois de MSC e Maersk, já possui a terceira maior carteira de pedidos após MSC (2,92 Mteu) e o Grupo COSCO (1,91 Mteu), e a Alphaliner soube no início deste ano que a CMA CGM estava 'no mercado' em busca de outra série de navios megamax", destacou o analista.
"A Yangzijiang já é a construtora de dez navios da classe Jacques Saade Mk-III de combustível dual impulsionados por GNL e projetados pela Maric, com uma capacidade de 24.212 TEU. O primeiro deles foi entregue em maio e a série está prevista para ser concluída em março de 2028", afirmou.
Segundo a Alphaliner, se for confirmado que a CMA CGM é a armadora por trás da carta de intenções e os pedidos forem formalizados de acordo com o previsto, a companhia com sede em Marselha ampliaria sua frota de megamax impulsionados por GNL para até 35 unidades, uma quantidade de navios suficiente para cobrir completamente três serviços entre o Extremo Oriente e a Europa.
"As entregas poderiam ocorrer entre 2029 e 2030 e é provável que o custo dos navios gire em torno de 245 a 250 milhões de dólares americanos por unidade", especificou o analista.

