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O custo de transportar petróleo nos maiores navios-tanque atingiu máximos históricos esta semana, após a maior onda de ataques contra o transporte marítimo desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no final de fevereiro.
A tarifa de frete para os superpetroleiros (VLCC), que carregam petróleo no Golfo de Omã com destino à China, atingiu cerca de 450 na Worldscale, o que equivale a aproximadamente 11,50 dólares por barril, segundo dados do Baltic Exchange.
Este é o nível mais alto desde que a tarifa foi lançada no início deste ano, após o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel com o Irã.
O aumento nas tarifas mostra como o conflito no Oriente Médio está repercutindo na economia geral.
Se os elevados custos de transporte persistirem, poderão aumentar as pressões inflacionárias e elevar ainda mais os custos para empresas e consumidores, que já enfrentam a incerteza causada pela expansão do conflito.
O Irã declarou na quarta-feira, 9 de setembro, que havia atacado 10 navios perto do Estreito de Ormuz, depois que os EUA afundaram cinco petroleiros com ligações iranianas.
Os houthis do Iêmen, alinhados com o Irã, chegaram na sexta-feira, 11, à estratégica ilha de Perim no Estreito de Bab el-Mandeb, segundo informaram quatro fontes do governo iemenita à Reuters, o que poderia consolidar seu controle sobre uma das rotas marítimas mais vitais do mundo.
"Os novos ataques entre a Marinha dos Estados Unidos e o Irã continuam a impulsionar as tarifas de frete no Golfo para novos máximos", afirmou Ioannis Papadimitriou, analista da Vortexa.
"O maior risco de operar no Golfo do Oriente Médio e seus arredores também está elevando as tarifas de frete no Golfo de Omã diante do temor de retaliações iranianas, o que naturalmente reduz a disponibilidade de navios-tanque na região", acrescentou.
A recente escalada militar na área também está gerando um efeito dominó mais amplo, já que as tarifas dos VLCC na rota da África Ocidental para a Ásia também atingiram máximos históricos.

