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A recente confirmação da Resolução de Qualificação Ambiental (RCA) para o local Costanera, pertencente ao projeto de ampliação portuária de Valparaíso, marcou o início de uma nova etapa para esta iniciativa de infraestrutura. A partir desse marco, a Empresa Portuária Valparaíso (EPV) projetou iniciar a chamada para a licitação do plano durante o segundo semestre de 2027.
A esse respeito, o PortalPortuario conversou com Franco Gandolfo, gerente geral da EPV, que forneceu detalhes do cronograma estabelecido pela estatal para concretizar a expansão do complexo marítimo.
Questionado sobre o andamento da iniciativa, Gandolfo afirmou que "hoje estamos avançando em várias frentes, uma delas tem a ver com os projetos de engenharia e tramitação ambiental daquilo que acompanha a ampliação portuária".
"Este ano obtivemos a Resolução de Qualificação Ambiental no que se refere ao local Costanera, portanto, continuamos nesse processo gerando certeza no mercado. Este ano, no segundo semestre, entraremos em tramitação ambiental com os outros componentes do projeto de ampliação portuária, no que diz respeito ao desenvolvimento do novo cais de uso preferencial de cruzeiros, a esplanada de San Mateo e a extensão em 120 metros da frente 1, 2 e 3", acrescentou o gerente geral.
Em relação aos prazos para o início da chamada de licitação de obras, o executivo da EPV apresentou uma estimativa, no entanto, ressaltou que não é algo que esteja nas mãos da empresa.
"Nossa expectativa é abrir o concurso durante o ano de 2027 (segundo semestre), mas dependemos da resolução que o Tribunal de Defesa da Livre Concorrência (TDLC) tem que emitir; um processo que se iniciou há mais de dois anos, portanto, acreditamos que já estamos prestes a terminar essa instância, prazo que não depende da EPV", indicou.
Além disso, Gandolfo acrescentou que "estamos aguardando a resolução e estamos avançando em todas as frentes de acordo com o cronograma que temos, de forma a sair o mais rápido possível com uma nova licitação para a concessão portuária".
Em relação às reclamações cidadãs que existiram durante o processo de tramitação, o gerente geral da estatal afirmou que "temos trabalhado há muitos anos em um processo muito amplo de conversa com as diferentes instâncias institucionais e cidadãs de Valparaíso e o que temos construído é um amplo consenso. Hoje a cidade de Valparaíso tem o máximo consenso tanto institucional quanto cidadão em relação ao seu projeto de ampliação portuária e está avançando de muito boa maneira a esse respeito".
"Sempre nestes projetos existem sensibilidades que são conversadas e existem as instâncias formais para que as pessoas emitam seu julgamento e visões, como são os processos de participação cidadã ou as reclamações no âmbito dos trâmites ambientais", sublinhou Gandolfo.
Eletrificação do futuro Local Costanera
No âmbito da recente aliança firmada entre a EPV e a Chilquinta para impulsionar a reconversão elétrica das operações no porto, Franco Gandolfo adiantou que o abastecimento energético do futuro local está considerado no mencionado acordo. "Esse espaço também demanda energia e esse fornecimento está resolvido pela Chilquinta através do convênio", acrescentou.
"Cada obra nova que for construída no porto tem que ser zero emissão em matéria energética, portanto, no âmbito da construção das novas obras de ampliação portuária, também avançaremos no processo de descarbonização", concluiu o gerente geral da EPV.

