A Golar LNG adquiriu o metaneiro Grace Dahlia, o maior navio do tipo Moss do mundo, para convertê-lo em sua quarta unidade FLNG, a segunda de projeto MkII, encomendada em agosto à CIMC Raffles, na China, com entrega prevista para 2029.

A Golar LNG anunciou a aquisição do navio metaneiro Grace Dahlia, o maior do tipo Moss do mundo, para convertê-lo em sua quarta unidade flutuante de produção de GNL (FLNG). A operação, firmada com a armadora japonesa NYK Line, completa uma peça-chave que faltava no programa de expansão da companhia.
O Grace Dahlia servirá como navio doador para o FLNG n.º 4, de projeto MkII, encomendado em 12 de agosto de 2026 ao estaleiro chinês CIMC Raffles, em Yantai, por meio de um contrato EPC de cerca de US$ 2,45 bilhões, segundo informou a Splash. A nova unidade será convertida em paralelo ao FLNG Esperanza, no mesmo estaleiro, com entrega prevista para o final de 2029, e oferecerá aproximadamente 20% mais capacidade de armazenamento que o Esperanza, o que, segundo a Golar, dará maior flexibilidade de descarregamento aos potenciais clientes.
O FLNG Esperanza, que está sendo construído a partir do ex-metaneiro Fuji LNG, de 148.500 metros cúbicos, tem sua conversão programada para ser concluída no final de 2027, antes de partir para a Argentina para um contrato de 20 anos com a Southern Energy, que terá início na segunda metade de 2028. A Golar já opera ou tem comprometidas outras duas unidades FLNG: o Gimi, sob contrato de 20 anos com a BP no desenvolvimento Greater Tortue Ahmeyim, na costa da Mauritânia e do Senegal, e o Hilli, que deixou Camarões rumo a Singapura para trabalhos de atualização antes de sua implantação de 20 anos na costa da Argentina a partir do próximo ano.
Com a incorporação do quarto FLNG, a capacidade de liquefação controlada pela Golar superará 12 milhões de toneladas por ano, 40% mais do que antes dessa última expansão. A companhia tem concentrado cada vez mais sua atividade na liquefação flutuante, após vender em 2025 seu último metaneiro convencional, depois de cinco décadas no transporte de GNL.